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Mãe rebate críticas e acusações sobre a morte acidental de filha de 1 ano

Após o fatídico acidente, ocorrido no dia 24 de abril, que levou a óbito a pequena Emanuella, de um ano e três meses, sua mãe Arisla Lopes, vive um novo drama, que são críticas e falsas acusações em redes sociais.

da redação - Andradina
28/04/20 às 14h54
(foto: Roni Oliveira)

Após o fatídico acidente, ocorrido no dia 24 de abril, que levou a óbito a pequena Emanuella, de um ano e três meses, sua mãe Arisla Lopes, vive um novo drama, que são críticas e falsas acusações em redes sociais.

Não bastasse o processo crime que terá que responder, enfrenta agora ataques e indiretas que possam macular sua imagem para sempre. Segundo a mãe, mesmo sendo um acidente, uma fatalidade, ela não esta sendo compreendida por todos e está bastante abalada.

Foi publicado em rede social, Facebook, imagem de parte da certidão de óbito, onde consta a causa da morte como asfixia mecânica, sufocação direta ou indireta e a seguinte frase: “A todos que querem sabe o real motivo do falecimento da manu a quem pergunto ta ai.” Esta publicação viralizou em grupos de WhatsApp e chegou também a toda imprensa local, criando questionamentos diversos a respeito.

Arisla contratou o advogado criminalista Dr Gil Ortuzal, para sua defesa e orientação, o qual a acompanhou em seu segundo depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher, em Andradina (SP), e também explicou a situação para a imprensa.

O advogado disse que em casos como este, um suposto acidente doméstico com o óbito da vítima, a perda do ente querido é a maior pena que a pessoa possa receber, e a Justiça, entendendo desta forma, extinguirá a punibilidade concedendo o perdão judicial.

Quanto a declaração na certidão de óbito, Ortuzal esclarece “esta declaração na certidão de óbito não pode ser considerada como laudo conclusivo, foi instaurado um inquérito que está apurando a dinâmica dos fatos, responsabilidades e o laudo final deve ficar pronto em 30 dias, segundo a polícia. Importante informar que afogamento é uma modalidade de asfixia mecânica, e não devemos julgar ninguém, isso é função do juiz. Deixem a polícia, peritos e demais autoridades trabalharem de acordo com suas competências”.

Arisla, bastante emocionada, agradeceu as inúmeras manifestações de pesar, e apoio que esta recebendo da família e amigos e disse: “estou carregando um fardo moral e emocional muito pesado, minha princesa foi embora, era tudo que eu tinha e mais amava nesta vida, estou sofrendo muito com tudo isso, me deixem viver este momento de luto, a dor de perder um filho é muito grande, eu amo e vou amar minha Manú para sempre. Não me ataquem, não mereço, foi uma fatalidade, ninguém queria, não tenho dúvidas disso. Ela se foi...”

Por fim a defesa, capitaneado pelo criminalista Dr Gil Ortuzal, pede que respeitem o luto da mãe, e de toda a família da pequena Emanuella, e avisa “aqueles que a partir de agora fizerem falsas acusações ou publicarem declarações consideradas caluniosas ou difamatórias contra Arisla, serão processados, não importa quem seja”.

O CASO

Na manhã de sexta-feira, 24, Emanuella, uma criança de 1 ano e 3 meses, morreu afogada na casa da avó, no bairro Santa Cecìlia, em Andradina. Os adultos estavam dormindo no momento do ocorrido, quando a mãe Arisla Lopes acordou e sentiu falta da filha dentro do quarto, foi procurá-la e a encontrou boiando, desacordada, na piscina. Os bombeiros foram chamados e tentaram reanimá-la, mas não conseguiram. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

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