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Manuela Fonzar e a medicina do futuro

“Temos que tratar o indivíduo como um todo e não só as partes. Não é só o problema, mas a causa para que assim, o paciente possa ter a chace de cura”.

Andradina - Daniela Galli
29/03/17 às 14h06
(Cleber Carvalho)

 Com o mundo moderno, novas doenças surgiram, novos tratamentos apareceram. Mas achar que só a medicina moderna cura é ter uma visão muito limitada. 

 Por isso, abrir os horizontes e ver que a medicina dos antigos aliada com as novas técnicas pode ser o surgimento de uma nova linha de atuação médica: a Medicina do Futuro.

 Diante disso, a médica Manuela Fonzar Matiussi encontrou um novo caminho a trilhar com seus pacientes, onde o médico e o paciente são sócios no tratamento.

 Depois de 12 anos trabalhando com a medicina convencional, a clínica geral Manuela Fonzar Matiussi se prepara para uma nova abordagem que trata o paciente como um todo e não somente a doença em si.

 A Medicina Integrativa já vem sendo praticada desde a década de 80 e garante a soma de muitos tratamentos para que a pessoa possa ser tratada da melhor maneira possível. Em entrevista à Revista FALA! Manuela explica um pouco mais sobre esta nova prática médica aliada a conhecimentos antigos e novos.

 REVISTA FALA!: É uma nova medicina?

 MANUELA FONZAR: Ela não é nova, ela é a medicina antiga que está sendo melhorada. É uma medicina que não vê o indivíduo por partes e sim como um todo. Não é só o estômago que está doente, é uma pessoa cujo órgão adoeceu por algum motivo. Ela trata o doente e não a doença. 

 A medicina convencional, ocidental que é ensinada nas faculdades trata a doença. A prevenção é muito pouca e não analisa o contexto social, emocional, os hábitos alimentares, de vida. Tudo influencia para que ele desenvolva determinados sintomas.

 FALA!: É o que se chama medicina integrativa?

Manuela: Sim. É a união da medicina convencional, essa que o ocidente ainda tem como carro chefe, somada à medicina não convencional. E esta nova prática está longe de ser paliativa. A pessoa deve ouvir o profissional e entender o que ela precisa modificar, inclusive a forma como ela pensa. Há muitos estudos científicos renomados mostrando que a mente é muito poderosa e a medicina convencional não leva isso em consideração.

 FALA!: Quando começou a se falar mais sobre isso?

 Manuela: Na década de 70 já nos Estados Unidos e em alguns países da Europa. A maioria da literatura sobre o assunto está em espanhol. Em Portugal fala-se muito sobre a Medicina Energética, que é um dos ramos da medicina que vê o corpo como um todo. Mas a Espanha fala bastante sobre a Medicina Integrativa.

 FALA!: Já se especializou nessa nova prática?

 Manuela: Desde o início da faculdade a medicina convencional nunca me preencheu. Nunca foi de acordo com aquilo que eu queria, sempre faltava alguma coisa. Aí em 2013 eu terminei a minha pós-graduação em Medicina Ortomolecular, que estuda as reações bioquímicas de nível celular, a origem da doença. Então, comecei a desenvolver melhor aquilo que eu já sentia. Estudo ainda fitoterapia, vou estudar acupuntura. Uma prática soma-se a outra. Por exemplo, se uma pessoa está com dor de estômago por que está secretando muito ácido clorídrico o certo seria ela tomar um inibidor dessa substância.

 Porém já se sabe que a parte do cérebro que controla as emoções está muito próxima daquela que secreta ácido clorídrico. Por isso que a gastrite tem tudo a ver com o estresse. Quem não é estressado dificilmente vai ter úlcera. É claro que existem os fatores adicionais como o tabagismo, alcoolismo, alimentação. Mas o emocional é muito importante também.

 FALA!: É certo dizer que as emoções seriam uma fonte de pesquisa do problema?

 Manuela: Sim. Isso é a base. Na pós-graduação de Ortomolecular, meu professor sempre dizia que a primeira vez que um paciente entra no consultório, a anamnese tem que ser muito detalhada por que você tem que buscar muitos dados. Até talvez da infância e da adolescência porque pode ter total ligação com o que está acontecendo hoje.

 FALA!: Você já aplica a medicina integrativa com seus pacientes?

 Manuela: Já. Até nas Unidades Básicas de Saúde eu procuro conversar para que os pacientes enxerguem qual seria a causa de determinado problema. Sempre os levo a refletir qual seria a ligação do emocional deles com aquela doença que está acontecendo. Todo mundo já ouviu falar que o câncer seria resultado de uma mágoa não processada, em alguns casos, isso pode ser observado sim.

 FALA!: Algum paciente seu em que você tenha praticado a medicina integrativa e que lhe tenha chamado a atenção?

 Manuela: Sim, meus pais, meu marido, meus filhos. Meu pai tinha uma diabete gravíssima, hoje em dia está super equilibrada. Ele tem quase 70 anos e tem muita energia, emagreceu. Ele é muito disciplinado e se cuida.

 A Medicina Integrativa, na verdade, se baseia em oito pilares. Um deles, que seria o mais importante, é: “o médico e o paciente são sócios no tratamento”.

 FALA!: Quais as doenças que podem ser tratadas com a nova prática?

 Manuela: Uma doença bastante atual é a “síndrome da fadiga crônica”. Acontece quando a pessoa já acorda cansada, não descansa, tem muitas dores. São sintomas inespecíficos que a medicina convencional não acha uma causa só. Mas esta síndrome é uma coisa muito séria.

 As supra renais que são duas glândulas bem pequenas que ficam em cima dos rins, entram em esgotamento. Elas produzem tanto os hormônios do estresse, que é o cortisol, quanto aqueles que nos fazem ficar alertas com a proximidade de algum perigo, que é a adrenalina.

 Enfim, é um leque imenso de doenças, mas o mais importante é a prevenção. Com a Medicina Integrativa, também podemos prevenir que o corpo adoeça.

MEDICINA INTEGRATIVA

 A Medicina Integrativa tem por finalidade um restabelecimento orientado da saúde, com o objetivo de cuidar dos três aspectos fundamentais do ser humano, o físico, o psíquico e o energético, os quais devem interagir em sinergia, de forma a manter um bom estado de equilíbrio, e acentuando o seu posicionamento para alcançar este fim, na sua centralidade dentro da relação médico - paciente e olhando este como um parceiro ativo que tem responsabilidade pessoal pela sua saúde.

 Esta prática dá mais evidência à prevenção e a manutenção da mesma, dando particular atenção ao estilo de vida, indo desde o aspecto nutricional, atividade física, gestão do stress até ao bem-estar emocional.

 FONTE: Observatório de Medicina Integrativa

Consultório de Manuela Fonzar Rua Paes Leme, 1341, Centro, Andradina Tel: (18) 3723-1455

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(Cleber Carvalho)
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