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Meningite vacinar ou não?

Como a vacina mais completa só está disponível na rede particular, muitas dúvidas surgem na cabeça dos pais. Para isso, entrevistamos o médico alergo pediatra, Dr Unias Ramalho de Arruda Júnior.

REVISTA FALA! AGOSTO 2018 - Flávia Gomes
03/09/18 às 14h06
(Cleber Carvalho)

 A doença meningocócica não é só meningite. E meningite sempre é aquela palavra que dá arrepio na espinha de qualquer médico, especialmente pediatras e causa uma comoção sem igual e com toda razão na sociedade, pelo seu impacto, risco de morte e ainda mais, de sequelas graves.

 Em entrevista com o alergo pediatra, Dr Unias Ramalho de Arruda Júnior, até alguns anos atrás, o calendário básico do SUS cobria duas causas de meningite, preveníveis por vacina. “A BCG, dada ao nascimento, que previne a meningite tuberculosa, e a vacina para hemófilos que veio evitar as pneumonias e meningite por hemófilos. 

 Hoje, podemos dizer que estamos em bem melhor situação. Temos além dessas duas, a vacina para o pneumococo, que é causa importante de meningites, para meningococo C e para a varicela, causa mais rara, mas possível. Mas mesmo assim, ainda há outras vacinas que não estão na rede pública”, explica Dr Unias.

 “As bactérias Neisseria meningitidis tem 12 sorogrupos identificados. O que você precisa saber é que os tipos importantes são os Meningo A,B,C,W135, e Y, e hoje temos cobertura vacinal para todos eles, no SUS para o C. Na rede particular há vacinas para A/C/W/Y em conjunto e para o meningo B”.

 A meningite é uma doença que normalmente acontece em surtos. “No caso do meningococo chega, se instala e se espalha. A doença meningocócica podemos ter meningite, meningococcemia, que a infecção generalizada pela bactéria ou os dois juntos, o pior cenário”, conta ele.

 São notificados, no caso da doença meningocócica em média, por ano, 1,4 casos para cada 100.000 habitantes no país e a mortalidade é de 0,3 casos/100.000 habitantes. Trocando em miúdos, cerca de 2800 casos e 600 mortes. De meningo B seriam cerca de 20% disso, 560 casos e 120 mortes.

 “Sei que não existe estatística para quem perde seu filho ou passa pelas agonias das sequelas da doença, por isso, recomendo que se vacine as crianças na rede pública e na particular”, diz Dr Unias acrescentando “é bom lembrar dos grupos de risco, que engloba os bebês menores de 1 ano e nos portadores de asplenia (falta do baço) funcional ou verdadeira, nestes a doença é bem mais frequente e com maior impacto”.

 Hoje, em Andradina pode se encontrar várias vacinas que são oferecidas pela rede particular emclinica como a BenVitta.

 Dr Unias atende na Clínica BenVitta que fica à Rua Humberto de Campo, 833. Ele acaba de inaugurar o espaço Vacinação na Clínica. Mais informações pelo telefones (18) 3725-1010 ou 3725-1600.

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