O prefeito de Votuporanga/SP, João Dado (PSD) continua negando o afastamento de servidores do grupo de risco na prefeitura, mesmo com a morte de um deles. Com a morte do servidor Antônio Santiago de Araújo, de 60 anos, o funcionalismo voltou a cobrar o afastamento dos funcionários municipais do grupo de risco. Em um vídeo difundido em redes sociais o prefeito negou que haja essa possibilidade.
Segundo as argumentações do prefeito, em 23 de março, assim que foi editado o primeiro decreto de pandemia, a Prefeitura adotou turnos alternados de revezamento, que se encerraram em 30 de abril, e não teriam se demonstrado ineficazes para estabelecer a propagação ou não do coronavírus.
“Como é um vírus que vai se disseminar por toda a população, é importante que nós nos preservemos com máscaras, higienização das mãos, evitando aglomerações e o governo tem que trabalhar exatamente para que a velocidade de propagação do vírus seja a menor possível. A gente lamenta o falecimento do seu Antonio Santiago, que não era do grupo de risco, mas infelizmente houve uma reversão, ele voltou a ser entubado e isso fez com que ele viesse a óbito, porém, esse passamento lamentável não decorreu nem de ausência de testagem de servidores, nem tão pouco de trabalho home office como motorista, não foi isso que decorreu, decorreu de uma fatalidade”, disse o prefeito.
A reivindicação é antiga. Uma servidora chegou a pedir que o prefeito afastasse os servidores do grupo de risco “pelo amor de Deus” em uma postagem no Facebook. “Prefeito, e os servidores acima de 60 anos e com comorbidades? Afaste-nos, pelo amor de Deus, enquanto é tempo. Não nos deixe junto aos contaminados sem sintomas. Preserve a nossa vida. Somos poucos, gostamos de trabalhar, servir, mas não queremos morrer tão já”, disse.