Mais um incêndio de causas desconhecidas consome a Ilha Comprida, ilha no rio Paraná na divisa entre os municípios de Castilho e Três Lagoas (MS).
Esse tipo de “acidente” é recorrente no período mais seco do ano e, ribeirinhos afirmam que a Ilha chega a queimar por mais de uma semana.
O fogo consome a mata mansamente, destruindo o habitat de espécies nativas da região e algumas cabeças de gado que não foram retiradas da ilha, quando ela foi despovoada, anos atrás.
A Ilha Comprida, com 9 mil hectares, faz parte de uma área de preservação permanente, que soma 21 mil hectares.
Apesar de ser considerado um local de refúgio ambiental o local é constantemente visitado por caçadores, segundo relato de ribeirinhos.
Uma das teorias para o incêndio é que ele tenha começado com uma técnica de caça, onde pessoas ateiam fogo em uma extremidade enquanto outros esperam para abater os animais que fogem do fogo. O método também é utilizado por traficantes de animais silvestres.
A Ilha Comprida também é vítima de madeireiros e que cortam árvores ilegalmente e até mesmo extratores de palmito, que cortam as palmeiras longe dos olhos da fiscalização. Entre os animais ameaçados estão diversas espécies de pássaros, jacarés, tatus, catetos, capivaras, cobras entre outros bichos.