Caro leitor, querida leitora, em uma palestra proferida na Procuradoria-Geral do Rio de Janeiro, há alguns dias, o Ministro do STF (para nós, um dos mais sensatos e coerentes daquela Corte), disse que “...quem pensa que o problema da educação no Brasil é a Escola Sem Partido, ideologia de gênero ou saber se 1964 foi golpe ou não, está assustado com a assombração errada”.
Com carradas de razão o Ministro. Como sempre dissemos, quando se discute Educação, ressurge chispa de esperança na expectativa de que o sistema educacional falido do Brasil mude. Na verdade, como dizem os mais críticos, essa questão de Escola Sem Partido, ideologia de gênero ou político, é puro “mimimi”. Há professores que até hoje ainda escrevem nas redes sociais ou whatsApp, que é feliz porque não votou em Bolsonaro. Como se votar em Haddad fosse a salvação do Brasil. E além do mais, é tema esgotado, já foi.
O professor que realmente é professor, consciente da sua missão e de que tem responsabilidade maiúscula nas mãos, quer seja, transmitir para o aluno, orientando-o, conhecimentos e mais conhecimentos, ciente de que não há mordaça para ele em sala de aula, mas há responsabilidade naquilo que fala para uma turma de adolescentes, muitos destes ainda em formação, esse verdadeiro mestre tem plena sapiência de que muitos cidadãos e cidadãs brasileiros não são ou não foram alfabetizados na idade própria, que há evasão perversa no Ensino Médio, que há déficit significativo de aprendizado, e no desrespeito, na violência da falta de capacitação do professor, sem ainda tocar na questão salarial, um absurdo o que se paga ao professor, principalmente àqueles que alfabetizam. E sabem muito bem que essas questões de ideologia de gênero, de ideologia política e quejandos não são o motivo de nossos educandos terem aproveitamento lastimável em Matemática, em Português e em outras disciplinas.
O que temos é ensino totalmente dissociado da realidade, em que há fórmulas, regras e mais um tanto de outras baboseiras imbecis que nada tem a ver com o dia-a-dia do aluno. Sendo bem radical, 60 a 70% do que aprendem, nada traz de prático para a vida do aluno. Ele aprende mais na internet e nos celulares do que na escola. Ficamos, por exemplo, muito solidários ao pobre professor de História que se desdobra numa ultrapassada forma retangular de sala de aula, com lousa (a grande maioria nem digital é!), apagador e muito calor para explicar sobre a Guerra de Troia, quando o aluno já assistiu ao filme por diversas vezes e as garotas até mesmo suspiraram arrebatadas pelo ator principal!! É hora de mudar o sistema educacional, colocar tecnologia (e das mais avançadas) nas escola, aparelhá-las decentemente, acompanhando a evolução do mundo.
Seria como os alunos, fora da escola, serem transportados por um trem-bala, com todas as comodidades, e, quando chegam à escola, fossem transportados por uma Maria Fumaça, fabricada em 1940. Ou constatarmos autoridades perdidas, batendo cabeça, em São Paulo, por causa de um rebaixamento de viaduto, quando a China construiu e constrói estradas aéreas e das mais modernas. É hora de nós todos pormos a boca no trombone e exigirmos que todo o dinheiro da corrupção, desviado de todos nós, por políticos, empreiteiros, doleiros, fosse empregado na Educação em prol de nossos filhos.
Por isso, cadeia para todos esses usurpadores dos direitos do cidadão brasileiro, seja lá quem for, de que partido for, e doa a quem doer. É isso.