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Pais de alunos de creche protestam na inauguração do novo prédio do Fórum

Pais de alunos da creche “Sorriso da Criança”, onde uma cuidadora teria agredido diversas crianças, fizeram um protesto na inauguração do novo prédio do Fórum.

Ilha de Notícias
29/07/16 às 08h43

Pais de alunos da creche “Sorriso da Criança”, onde uma cuidadora teria agredido diversas crianças, fizeram um protesto na inauguração do novo prédio do Fórum. Exibindo diversas faixas, eles pediram justiça.

O protesto foi organizado, para aproveitar a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB) no evento e a cobertura da mídia local e regional. Os pais cobraram justiça, rigor na apuração do caso e até a liberação do vídeo que mostraria a cuidadora agredindo as crianças.

Apuração - A Prefeitura de Ilha Solteira, através de sua Assessoria de Imprensa, informou que abriu na última quinta-feira (21), processo administrativo para apurar o caso de educadora que vem sendo acusada de agredir crianças na creche “Sorriso de Criança”. A investigação pode durar até sessenta dias para ser concluída.

A educadora, ainda de acordo com a Prefeitura, foi citada da existência do processo nesta terça-feira (26) e terá que apresentar defesa e indicar testemunhas em até dez dias.

Após a apresentação da defesa, serão ouvidas as testemunhas de acusação e defesa . A acusada poderá, ainda, fazer uma defesa final, através de seu advogado. Depois, a Comissão responsável pela investigação irá emitir um relatório final, que será encaminhado ao prefeito, com o parecer quanto a aplicação de penalidade.

Segundo apurou o ilhadenoticias.com, a educadora, que vinha cumprindo serviço administrativo na Secretaria de Educação após ser afastada de suas funções na creche “Sorriso de Criança”, entrou com pedido de férias.

Agressões - O delegado Miguel Ângelo Micas, em entrevista a TV TEM, disse que a Polícia Civil já teria identificado duas crianças que teriam sido agredidas por uma educadora na creche “Sorriso de Criança”, mantida pela Prefeitura de Ilha Solteira. Mas o número pode ser maior.

As agressões foram gravadas por uma funcionária da creche, que não quer ter o nome divulgado. Ela teria decidido fazer as imagens, depois de ver uma educadora agredir sistematicamente as crianças.

Os vídeos teriam sido gravados em março. Mas só agora o caso veio à tona, depois que a funcionária decidiu entregar os vídeos para o Ministério Público, a Polícia Civil e Secretaria Municipal de Educação.

Miguel Ângelo Micas disse que o vídeo feito pela funcionária mostra uma violência psicológica e física, as quais as crianças estavam sendo submetidas pela educadora. “As imagens mostram maus tratos tanto verbais, como físicos. Um tratamento desproporcional em relação às crianças”, disse o delegado.

O delegado disse, ainda, que nas imagens ela ofende e fala palavrões para as crianças. “E também trata (as crianças) de uma maneira física abrupta, puxando o braço, jogando na cama. Isto ficou comprovado”, afirmou o delegado.

Miguel Ângelo afirmou que já foram identificadas duas crianças que teriam sido agredidas pela educadora. "Mas já temos notícias de mais crianças e estamos trabalhando para identificá-las”, disse o delegado.

A Polícia já teria ouvido os pais das crianças agredidas e a funcionária que filmou a cuidadora agredindo os alunos da creche. Já a cuidadora foi ouvida nesta quarta-feira (27), mas o depoimento não foi divulgado.

A cuidadora pode ser acusada de tortura de crianças.

Agressões - Nos vídeos, de acordo com um dos pais ouvidos pela ilhadenoticias.com, a agressora aparece “jogando a criança grosseiramente em um colchão” e “chutando ela com o pé”. “O vídeo mostra que ele estava deitado, sem dizer uma palavra. Se quer se mexeu. E ela pegou ela quase dormindo pela perna e jogou em outro colchão grosseiramente e o chutou, para arrumar da forma que ela queria que ele ficasse”, disse a mãe da criança agredida.

Pais relatam, também, que a funcionária deixava as crianças sem água, dava pancada nas cabeças e até ameaçava “cortar o pênis” durante o banho. “Eram agressões físicas e psicológicas. Um dia, no parquinho, ele pediu para tomar água e ela o colocou de castigo, sentado no chão, e levou a sala toda para beber água várias vezes. Para o meu filho ela dizia ‘menos você, porque está enchendo o saco’. Nos banhos, ela ameaçava cortar o pênis dele, se ele não ficasse quieto”, afirmou a mãe.

Secretaria - A Secretaria de Educação informou que a situação só foi oficializada no dia 6 de julho, quando o vídeo com as agressões foi mostrado para a direção do órgão. Desde então, documentos e relatórios sobre o caso foram encaminhados para o Jurídico da Prefeitura, que analisa o que fazer (abertura de sindicância ou não). 

A funcionária, que é concursada, também foi afastada da creche e hoje ocupa cargo administrativo na secretaria. “A gravidade dessa denúncia só foi apresentada no dia 6. Antes, não tínhamos conhecimento disso. Houve reclamação de que ela (a funcionária) falava alto e outras situações. Mas essa situação só foi apresentada no dia 6. E o prefeito foi comunicado e todas as providências foram tomadas, como a documentação do caso e encaminhar para o setor responsável e o afastamento da funcionária da escola”, informou a Secretaria da Educação.

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