O pecuarista Sérgio Fonseca afirmou essa semana em rede social, respondendo a uma previsão de nossa reportagem, que a cana destruiu toda infra-estrutura da pecuária de corte bovina na nossa região e que dificilmente haverá um retorno dessa atividade, mesmo se o preço da arroba do boi superar todas as expectativas.
Para Fonseca, “existem situações que não existe revés. Como voltar a pecuária se a estrutura foi desmontada quando do plantio da cana. Com qual dinheiro você irá reconstruir a estrutura desfeita, comprando uma dúzia de lasca de aroeira por Rs600,00 um esticador de aroeira por Rs400,00, e pagando no arame Rs400,00 e na mão de obra RS4.00 tem uma cerca de 1.000 metros tem um custo: lasca 250 x RS 50,00 = RS12.500,00. Três esticadores Rs1.200,00 e mão de obra de RS4.000,00 e arame 05 no valor de Rs400,00 = RS2.000,00 o que totaliza o valor de RS19.700,00. Será que a cana compensou?”, indaga o pecuarista que também é advogado em Andradina e integrante do Sindicato Rural.
Fonseca ainda acrescenta que as propriedades arrendadas para as usinas de cana, ou adquiridas pelas empresas industriais, também acabaram com “casa curral, poço,bebedouros e isso sem contar que quem arrendou tem dinheiro para comprar um boi magro por R$ 2.700,00 ou um vaca por R$ 2.500,00 guardou dinheiro para voltar a atividade ou vai vender a terras para o usineiro. Na nossa região existem casos em que até as casas sedes e dos peões de boiadeiro foram destruídas.
“Ninguém ao arrendar pensou no futuro e o futuro chegou mais de pressa que imaginava. E se essa quebrar financeiramente você certamente vai ter uma diminuição patrimonial significativa tudo por uma renda mensal paga pelo arrendamento que poucos guardaram para reconstruir novamente”, declarou Fonseca a quem agradecemos pela valiosa contribuição.