Estudo feito pela pesquisadora Dra. Natália Marinho Dourado Coelho (enfermeira), para sua tese de doutorado, descreve o achado inédito de pernilongos naturalmente infectados com o protozoário causador da leishmaniose, o que segundo ela, “deve causar grande preocupação por parte das autoridades públicas de saúde, principalmente quanto aos criadores de vetores, uma vez que estes insetos estão se infectando de forma natural. Eles não foram induzidos ou facilitados para serem infectados com o parasito Leishmania spp".
Os insetos utilizados analisados no estudo foram capturados em duas associações de defesa de animais, uma em Ilha Solteira e outra em Andradina. Os mosquitos capturados foram mortos por congelamento e identificados como grupo de local de origem. Os insetos do gênero “Culex” foram e enviados para serem submetidos a análise laboratorial por meio da técnica de biologia molecular (PCR- reação em cadeia da polimerase), tendo sido identificado amplificação positiva de DNA da Leishmania nestes pernilongos, confirmando sua infecção.
Também participaram do trabalho o aluno de graduação em Medicina Veterinária Erik Vinicius, a livre docente da UNESP Katia Denise Bresciani e os professores da Fundação Educacional de Andradina Dr. Cristiano Pavan, Dr. Fábio dos Santos Nogueira (coordenador do curso de Medicina Veterinária).
Segundo o diretor do Hospital Veterinário Dr. Willian Dourado, “este é o primeiro relato de infecção natural de mosquito Culex sp. por protozoários do gênero Leishmania chagasi em todo o mundo”.
