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Pesca no Rio Paraná não tem fiscalização nem mesmo na Piracema

 São mais de 240 ranchos de pesca em Castilho, dezenas de pousadas.

CASTILHO - Noroeste Rural
19/04/17 às 14h36
(Noroeste Rural)

 São mais de 240 ranchos de pesca em Castilho, dezenas de pousadas. Espaço para mais de 5 mil turistas. Uma boa parte se transforma em pescadores insaciáveis. Esse tipo de “turista”, colabora para acabar com o que há de mais sagrado no rio Paraná e em Castilho: a pesca de espécies de piracema.

 O IBAMA andou coibindo que muitos continuassem se utilizando da carteirinha de “profissional”, para poder levar para casa o quanto quer de pescado. As carteirinhas falsas continuam existindo. E as caminhonetes de luxo que saem lotadas de peixe. Na maioria dos casos, pelo prazer pessoal. 

Os relatos são dos próprios donos de pousadas que tem medo da crítica e da perda do cliente. 

 Castilho tenta se livrar do pescador que só causa danos, sociais ou ambientais. Mas os 

empresários dizem que está difícil. Seria necessária uma grande ação educativa, publicitária, fiscalizadora e punidora. Os pescadores e empresários, também não colocam fé alguma no trabalho da Polícia Ambiental. 

 Onde está o turista que se contenta em levar para casa meia dúzia de peixes? Que está feliz em curtir aquele meio ambiente, o canto dos pássaros, o movimento das águas, o por do sol, a cultura ribeirinha?

 Os donos de pousadas não querem se identificar, mas relatam essa triste realidade e, acabam admitindo os abusos para não perder o cliente e o faturamento. Nas redes sociais eles aparecem exibindo centenas de exemplares pescados, na celebração de um culto ao desperdício e ao descaso com a preservação. 

 FRAUDES E DESRESPEITOS

 O controle da Polícia Ambiental se baseia na documentação que os turistas apresentam, quando estão levando para casa grandes quantidades de peixe. Uma forma de burlar a fiscalização é apresentar recibos assinados por aqueles que ainda possuem a patente de “profissionais”. Isso legaliza o delito e resulta na devassa da população aquática do rio Paraná e no risco iminente de acabar com o potencial de um turismo sustentável, com a pesca limitada, ou esportiva, que devolve o peixe ao rio.

 Do lado do Mato Grosso do Sul, são apontados como destruidores, uma parte dos próprios pescadores profissionais que pratica a extração de peixes, pescando em locais proibidos e se utilizando de todos os recursos possíveis para captura. Há ainda os que fazem captura submersa, com arpão.

 É de conhecimento público que somente uma ação Federal, com Forças Federais, poderia fazer frente como inibidor da destruição ambiental, da pesca exagerada e até das denúncias de corrupção. Na beira do rio, a população relata confrontos armados entre “pescadores” e policiais, mas também a conivência e o afrouxamento da fiscalização por motivos escusos.

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(Noroeste Rural)
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