O tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, 30, acusado de matar com um tiro na cabeça o lutador de jiu-jítsu Leandro Lo , 33, em um show do grupo Pixote, no Clube Sírio, na zona sul de São Paulo, na madrugada de domingo, tem uma condenação por desacatar e agredir colegas de farda em 2017. Ele se entregou e foi preso.
Velozo foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça Militar, em 13 de maio de 2021, a nove meses de prisão em regime aberto. Segundo a sentença, ele desacatou e agrediu com socos o soldado da PM Flávio Alves Ferreira.
As agressões aconteceram às 4h20 do dia 27 de outubro de 2017. O tenente estava de folga e em trajes civis em uma balada na casa noturna The Week, na Lapa, zona oeste de São Paulo, com o primo e também soldado da Polícia Militar Iury Oliveira do Nascimento.
Velozo comemorava o ingresso do primo na corporação. Iury foi agredido por sete rapazes e o tenente tentou defendê-lo. Ambos sofreram lesões. A Polícia Militar foi acionada. Flávio e o soldado Francisco foram os primeiros a chegar à casa noturna.
Segundo depoimento de Flávio à Justiça Militar, o tenente Velozo estava nervoso, alterado e com odor alcoólico. O soldado tentou dialogar com ele, mas acabou levando um soco em um dos braços e outro de raspão na região do maxilar. Outras viaturas da Polícia Militar também foram para o local. Velozo tentou dar chutes nos colegas de farda. E também desacatou um oficial. Minutos depois, ele foi contido, desarmado e conduzido ao Hospital da Polícia Militar para ser submetido a exame de corpo de delito.
Em 15 de setembro de 2020, o Conselho Especial de Justiça absolveu Velozo das acusações de agressão e de ofensa à integridade ou saúde de outrem. Porém, foi condenado a seis meses por desacatar um oficial. O Ministério Público recorreu da decisão. No julgamento de maio do ano passado, Velozo acabou condenado em segunda instância pelos crimes de agressão a inferior (subordinado) e desacato ao oficial.
A coluna não conseguiu contato com o advogado do tenente Velozo, mas publicará na íntegra a versão da defesa dele assim que houver um posicionamento. Segundo a Folha de S.Paulo, na delegacia, um advogado que se apresentou como defensor do PM recusou-se a falar com a imprensa e não deu informações sobre o caso.
