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Prefeito atutoriza o uso de cloroquina na rede municipal

“Estamos numa guerra e precisamos usar todas as armas possíveis para combater o inimigo”, disse.

da redação - Mirandópolis
19/05/20 às 10h39
(Reprodução do Facebook)

O prefeito de Mirandópolis liberou o uso da “cloroquina” na rede municipal de saúde. Everton Sodario (PSL) usou sua rede social para divulgar um vídeo no qual assina uma portaria de autorização ao uso da hidroxicloroquina e o antibiótico azitromicina no tratamento de pacientes com a covid-19.

“Estamos numa guerra e precisamos usar todas as armas possíveis para combater o inimigo”, disse. 

Essa é mesma medida pelo prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB) no início de abril. O último balanço da prefeitura de Mirandópolis, divulgado ontem (18), a cidade registra 33 casos positivos, sendo 30 recuperados, e três mortes.

O departamento de licitação da prefeitura já está autorizado a fazer a compra e o departamento de saúde irá elaborar um plano com os médicos da rede municipal para fazer uso dos medicamentos nos pacientes contaminados.

A utilização acontecerá se houver prescrição médica e se o paciente concordar. Não há nenhum estudo científico que comprove a eficácia desses medicamentos contra o novo coronavírus.

CFM

Everton afirma que tomou a decisão de adotar a medicação pautado pelo entendimento do Conselho Federal de Medicina (CFM), que  divulgou um parecer no qual estabelece critérios e condições para a prescrição de cloroquina e de hidroxicloroquina em pacientes com diagnóstico confirmado de COVID-19.

“Após analisar extensa literatura científica, a autarquia reforçou seu entendimento de que não há evidências sólidas de que essas drogas tenham efeito confirmado na prevenção e tratamento dessa doença. Porém, diante da excepcionalidade da situação e durante o período declarado da pandemia de COVID-19, o CFM entende ser possível a prescrição desses medicamentos em três situações específicas”, diz comunicado do Conselho.

A primeira possibilidade em que pode ser considerado o uso cloroquina e da hidroxicloroquina é no caso de paciente com sintomas leves, em início de quadro clínico, em que tenham sido descartadas outras viroses (como influenza, H1N1, dengue) e exista diagnóstico confirmado de COVID 19.

A segunda hipótese é em paciente com sintomas importantes, mas ainda sem necessidade de cuidados intensivos, com ou sem recomendação de internação.

O terceiro cenário possível é em paciente crítico recebendo cuidados intensivos, incluindo ventilação mecânica. Porém, ressalta o Parecer, é “difícil imaginar que em pacientes com lesão pulmonar grave estabelecida e, na maioria das vezes, com resposta inflamatória sistêmica e outras insuficiências orgânicas, a hidroxicloroquina ou a cloroquina possam ter um efeito clinicamente importante”. (com Agora na Região)

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