A chocolatier Rafaela Bini de Farias Meira, à frente da Chocolate World de Andradina, tem se dedicado não apenas à confeitaria, mas também ao aprofundamento no universo do cacau e do chocolate — insumo essencial que se tornou cada vez mais caro e disputado.
Segundo a entrevistada, o Brasil vive uma contradição: é produtor de cacau, mas a maior parte da produção é exportada, o que faz com que o país acabe tendo de importar chocolate já processado. Isso eleva custos e reflete diretamente no preço final pago pelo consumidor. “Existe alguma coisa errada nisso. Nós produzimos aqui, mas mandamos para fora e depois precisamos comprar de volta”, ressalta.
Esse cenário reforça a importância de políticas e iniciativas que incentivem o plantio de cacau em território nacional, garantindo abastecimento interno, agregando valor e fortalecendo toda a cadeia produtiva.
Para a entrevistada, que tem no chocolate o carro-chefe do seu trabalho, o momento é de buscar conhecimento, capacitação e experiências que contribuam para oferecer produtos de qualidade e, ao mesmo tempo, valorizar a produção nacional. “É um estudo constante, porque quero entender cada vez mais sobre o chocolate, desde a origem até o resultado final. Isso faz parte da minha missão com a Chocolate World”, destaca.
Mais do que uma paixão pela confeitaria, o trabalho de Rafaela é também um chamado para que o Brasil explore de forma inteligente o potencial do cacau, gerando desenvolvimento, fortalecendo produtores e tornando o chocolate brasileiro mais acessível a todos.
