Um filhote de arara Canindé, de tantas que sobrevoam a Praça da Matriz de Castilho, teve um destino diferente no domingo (28). Ao cair do ninho o bebê passou a correr risco de vida por conta de felinos que se encontram nas proximidades, geralmente atrás de pombos.
O repórter e socorrista Roni Paparazzi foi até o local onde conseguiu capturar ave, posteriormente enviada ao hospital de Ilha Solteira e entregue à Polícia Ambiental.
Roni estava na feira e foi avisado por amigo, via fone, sonre a ave ferida correndo o risco de morte. “Fui para lá, constatei o fato e providenciei uma caixa apropriada para transportar o filhote que gritava bastante”, relatou o repórter.
Ele contou ainda que o fato de efetuar o transporte a pé, pelas ruas centrais, levou algumas pessoas a pensar que levava a ave para casa. Sem dúvidas, um belo gesto a ser seguido por outros humanos visando a preservação da espécie.
MIGRAÇÃO
Cada vez mais araras estão ocupando espaços na área urbana, especialmente palmeiras, onde fazem ninhos e procriam. Pesquisadores apontam que a carência de alimentos pode ser o motivo da migração.
“Em termos gerais, tem a ver com fome. Agora, exatamente, o que tá trazendo as araras pra cá, se é a é uma falta de comida onde elas vivem na natureza ou se é conhecimento de uma abundância nesse momento dentro da cidade, não tem como saber. Inclusive pode ser até a combinação dessas coisas”, afirma um pesquisador.
De acordo com Mário, araras são capazes de memorizar os locais onde se alimentam. Elas conseguem lembrar, por exemplo, até mesmo do lugar em que comeram determinado fruto e a época do ano.