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Senado aprova restrições à propaganda de apostas: o que muda - e por que importa

Confira os principais pontos que estão na PL.

Divulgação
22/08/25 às 08h55
Autor do projeto, Sytvenson Valentim queria a proibição total de divulgação das bets, mas elogiou o relatório. (Waldemir Barreto/Agência Senado)

O Senado aprovou recentemente o PL 2.985/2023 , que traz novas regras para a publicidade de apostas esportivas (bets). A proposta busca equilibrar a importância econômica desse setor, que já é legalizado e regulamentado no Brasil, com medidas de proteção à população mais vulnerável. O texto agora segue para a Câmara dos Deputados.

O relator, senador Carlos Portinho (PL-RJ), deixou claro que o objetivo não é proibir o mercado, mas disciplinar sua comunicação. Entre os principais pontos estão:

  • Proibição do uso de atletas, artistas e influenciadores em propagandas (com exceção de ex-atletas aposentados há mais de cinco anos).
  • Restrições para anúncios em transmissões esportivas ao vivo, em impressos e em conteúdos voltados a menores de idade.
  • Horários definidos para publicidade em TV, rádio e internet, garantindo maior controle.
  • Anúncios permitidos em plataformas digitais, desde que direcionados a maiores de 18 anos e com opção de desativação pelo usuário.

Na prática, o texto busca um modelo parecido com o adotado em outros países: a aposta é legalizada, mas a comunicação precisa seguir critérios claros de responsabilidade.

Apostas e sociedade

O senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), autor da proposta, destacou que a ideia é minimizar riscos de abuso, especialmente entre jovens. Já o relator lembrou que, após a regulamentação do setor, faltava um marco publicitário que desse segurança tanto ao público quanto às empresas.

 

Assim, a aprovação foi vista como um passo de maturidade regulatória: o setor segue autorizado a operar, mas dentro de padrões que protegem a saúde pública e evitam excessos de marketing.

A publicidade de “melhores horários” no Aviator e outros jogos

Um dos pontos centrais do debate é o uso das redes sociais como palco de ilusões. Influenciadores, muitas vezes patrocinados, exibem carros de luxo, viagens e um estilo de vida artificial para associar jogos como o Aviator e o Tigrinho a promessas de riqueza rápida. Isso tem seduzido especialmente jovens e pessoas em situação financeira frágil.

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) reforça essa discussão. Por 8 votos a 3, a Corte determinou que as redes sociais podem ser responsabilizadas pelo conteúdo publicado por usuários, quando não adotarem medidas eficazes para coibir postagens ilícitas. Esse entendimento pode afetar diretamente o modo como plataformas lidam com a publicidade de apostas, já que serão corresponsáveis por anúncios enganosos ou direcionados a públicos vulneráveis.

Dentro do mercado regulado, jogos como o Aviator se tornaram referências de popularidade. Dados recentes da KTO mostram que, apesar do domínio dos slots, o Aviator mantém uma popularidade estável de 13,18%, sendo o crash game mais jogado, com 3,09% de rodadas.

O jogo funciona de modo que o jogador precisa decidir o momento certo para encerrar a rodada e garantir seus ganhos. A tecnologia utilizada, chamada Provably Fair, garante que cada rodada seja justa, transparente e independente — sem possibilidade de manipulação ou padrão previsível.


É por isso que informações divulgadas em redes sociais, sugerindo a existência de “melhores horários para jogar”, são equivocadas. Cada rodada é aleatória e pode ser verificada pelo próprio jogador dentro do histórico do jogo.

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