Um técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) foi condenado, em segunda instância, a 23 anos de prisão, por aplicar um golpe milionário de pirâmide financeira contra servidores públicos dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo.
Ao todo, Rogério Moreira Casagrande fez 23 vítimas que, somadas, amargaram um prejuízo de R$ 13,6 milhões. Apesar da condenação, o servidor segue trabalhando na Corte, com salário de R$ 10 mil.
Em julho de 2019, o Metrópoles revelou o caso e, desde então, o processo criminal tramitava na Justiça. O servidor foi condenado a cumprir um ano de prisão por cada estelionato praticado. Casagrande recorreu por meio de recurso de apelação e não teve êxito. Os advogados do servidor entraram com embargo de declaração, mas a sentença foi novamente mantida. Agora, resta recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com as apurações, o suspeito valia-se do cargo para captar investidores, muitos deles colegas de trabalho, além de funcionários com alto poder aquisitivo de órgãos como o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e do governo do DF. As vítimas eram atraídas com a promessa de rentabilidade de 7% sobre o valor investido. O dinheiro, dizia ele, era aplicado em uma empresa especializada na venda de açaí.
Em apenas um dos casos, Rogério Casagrande recebeu depósitos bancários no valor de R$ 3,9 milhões. As ocorrências registradas em diversas delegacias do DF foram centralizadas pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), que conduz as investigações. O Metrópoles não divulgará os nomes dos envolvidos a fim de não expô-los.
Veja como funcionava o golpe:
