O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar na região de Andradina, Willian Moro, disse em reunião realizada essa semana com os acampados da Fazenda Santa Terezinha, que sua entidade é a única responsável pela interlocução oficial junto ao INCRA sobre o processo de desapropriação daquela área.
Documento nesse sentido também foi encaminhado ao jornal Noroeste Rural, contestando a representatividade do grupo liderado por Alan.
Segundo Willian existe um grupo que se dividiu, mas que na sua opinião é constituído com maioria de pessoas que está há poucas semanas reivindicando o direito de lote, alguns inclusive parentes uns dos outros. Ele também negou que existisse algum tipo de acordo para que dos 40 lotes prováveis, metade seria desse outro grupo. “Somos os únicos até agora a intermediar oficialmente as negociações e certamente seremos ouvidos nas indicações”, disse Willian.
Moro afirmou que devido a morosidade do processo judicial de desapropriação, o dono da área o empresário Mário Celso Lopes foi procurado pelo SINTRAF para promover acordo com o INCRA. Willian disse que foram realizados encontros entre Mário Celso e André Bonfim, assessor especial do INCRA em Brasília e que chegou-se até a um valor próximo da pretensão do empresário, em torno de R$ 11 milhões.
A negociação, segundo Willian Moro é a alternativa mais rápida para a imissão de posse, é a negociação. O motivo seria a impossibilidade de venda do imóvel que pertencia a uma empresa de Domingos Andorfato, ex-prefeito de Araçatuba, que está com esse bem bloqueado em processo de execução de dívidas no Banco Central.
“Temos informação jurídica de que sem a negociação, a imissão de posse poderá ser bloqueada pela Justiça”, afirmou Willian. Para ele, o grupo que manteve audiência com o Juiz, desconhece que o SINTRAF trabalha nesse assunto há vários anos e suas ações podem tumultuar o processo.
O SINTRAF informa que : “no dia 04 de abril de 2017 as 16:00 o superintendente adjunto do INCRA SP Edson Fernandes, o Chefe de obtenção Luciano Silva e o Diretor de Obtenção Nacional Clovis Figueiredo protocolaram o resultado da avaliação e a proposta para o proprietário do imóvel que ficou de analisar e posteriormente dar uma resposta.
Por outro lado o INCRA suspendeu momentaneamente o processo, devido a uma decisão judicial que anulou a matricula da área retornando a posse em favor de Juruena agropecuária e participações.
Como é de pratica e aconselhado pelo CNJ Conselho Nacional de Justiça priorizar mediações e conciliações nos sindicatos e em conjunto com os vereadores, estamos atuando para que o INCRA provoque que o juiz marque uma audiência conciliatória para que seja efetuado um acordo entre ambas partes.
E enfim por fim ao sofrimento e angustia das famílias que a anos sonham por um pedaço de terra para produzir alimentos pra sua família”.