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TEA - Transtorno do Espectro Autista - mitos e verdades

 Estudo divulgado em 2012 pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, o autismo afeta uma em cada 88 crianças.

Revista FALA! - Alda Paulino
31/03/17 às 14h19
(Divulgação cms image)

 Estudo divulgado em 2012 pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, o autismo afeta uma em cada 88 crianças. Atualmente o CDC atualizou para uma em cada 50 crianças. Esta estimativa dá uma ideia de como existem casos sem diagnóstico, especialmente no Brasil.

 Apesar da frequência, ainda há pouca informação sobre o transtorno, o que cerca o assunto de mitos, que, muitas vezes, prejudicam não apenas o diagnóstico, como também o tratamento e o convívio com os autistas. Para piorar, até os especialistas divergem em muitos pontos. 

 E as abordagens são diferentes para cada paciente, porque cada caso é um caso - enquanto alguns autistas vivem com relativa independência, outros precisam de cuidados especiais permanentemente. Procurar conhecer sobre o TEA, ainda, é a melhor forma de ajudar. Eis algumas Verdades e Mitos que rondam o mundo do autismo:

 VERDADES

- Não há cura para o autismo. Tem tratamento. O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que pode gerar diferentes graus de comprometimento. O tratamento é fundamental e, quanto antes iniciado, melhor.

- A pessoa com autismo pode gritar, espernear e provocar grande confusão ao redor. Até porque qualquer criança pode fazer isso, mesmo sem autismo. O que ocorre é que muitos pacientes, principalmente os casos mais típicos e intensos, têm uma baixa tolerância a ambientes com muito estímulos e que não são familiares.

- A maioria dos autistas tem problemas de comunicação, interação social e comportamento repetitivo e/ou estereotipados.  Tais características são as mais comuns entre os indivíduos do espectro autista.

- Há vários tratamentos que ajudam a melhorar os sintomas. Como se trata de um transtorno muito heterogêneo, o tratamento deve ser sempre individualizado; quer dizer, o que funciona para um paciente pode não funcionar para outro. De modo geral, são usados métodos multimodais, em que terapias se complementam de forma abrangente.

- Usar animais para terapia de autismo é positivo. Há quatro anos, o Ambulatório de Autismo da Universidade de São Paulo (USP) emprega a chamada "pet terapia" para ajudar crianças com o transtorno. O contato aumenta os níveis de oxitocina, hormônio da empatia, que vem sendo estudado há anos para auxílio nos cuidados com o transtorno.

- A utilização de tablets pode auxiliar no tratamento. Aplicativos executados em tablets vêm permitindo que crianças autistas melhorem sua comunicação. A tela sensível ao toque é fácil de usar, chama a atenção pelas cores e animações e estimula a concentração, porém o uso deverá ser preferencialmente dirigidos por terapeutas, educadores e familiares.

- Autismo pode ser hereditário. O psiquiatra Guilherme Polanczyk, coordenador do núcleo de pesquisa de neurodesenvolvimento inicial de crianças da Faculdade de Medicina da USP conta que o autismo é um dos transtornos com maior particularidade genética, porém várias pesquisas estão sendo realizadas sobre as causas do TEA.

 MITOS

- Autistas têm um mundo próprio: O universo do autista é o mesmo de todas as pessoas. O que ocorre é que ele sente e interage com o entorno de forma diferente.

- Autistas são superinteligentes. Como formam um grupo muito heterogêneo, cada autista é de um jeito. Todos mostram similaridade na dificuldade social, mas, do ponto de vista intelectual, podem apresentar performances muito diferentes.

- Autistas não gostam de carinho. Alguns são hipersensíveis e se incomodam com o toque, porém não é uma regra geral.

- O comportamento da mãe, e a falta de amor, são causas do problema. A origem do autismo é orgânica, estrutural e, em grande parte, fruto de alterações nos genes.

- O ambiente familiar é o principal detonador da doença. O autismo não é desencadeado por questões familiares, por mais complicadas que possam ser.

- A vacina tríplice pode causar o transtorno.  Não há relação comprovada entre a vacina e o autismo, sustentam especialistas.

- Autistas não gostam das pessoas. Elas gostam, sentem a falta e saudade, prazer na companhia e apego aos demais, mas as vezes não sabem expressar seus sentimentos.

- Quem sofre de autismo não compreende o que está acontecendo ao redor.  Como dentro do espectro existem indivíduos com repertórios muito diferentes, alguns compreendem e se interessam mais do que outros, mas é um exagero dizer que não entendem o que está acontecendo à sua volta.

- Pessoas com autismo preferem ficar sozinhas.  O fato é que alguns indivíduos com TEA se incomodam com interações prolongadas e contextos sociais muito caóticos e barulhentos, porém muitos apresentam interesse em se relacionar socialmente, mesmo não possuindo as habilidades necessárias para fazê-lo.

 Há necessidade que a família, escola, terapeutas e a sociedade em geral proporcionem a  interação e socialização dos indivíduos com TEA.

 Mais informações: www.universoautista.com.br | www.autismoerealidade.org | www.revistaautismo.com.br

 

 O consultório desta conceituada Fonoaudióloga fica à Rua J. A. de Carvalho, 1751, telefone: 3722-4419.

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Alda Paulino (Cleber Carvalho)
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