A lavoura com 63 hectares de tomate no bairro rural do Timboré, em Andradina, cultivada pelos irmãos Rafael e Rodrigo Veanholi voltou apresentar manchas amarelas. O fenômeno também conhecido como "clorose" já foi diagnosticado no ano passado por técnicos da APTA - Agência de Pesquisa Agropecuária de Andradina, como sendo da provável aplicação de herbicidas ou maturadores nas lavouras de cana que estão nas proximidades.
No ano passado os prejuízos foram de 50% a 100% da colheita. Esse ano já se prevê que a tragédia vai de repetir. Os roceiros estão desesperados porque além de aumentar custos das lavoura em mais de 30%, o aparecimento desses efeitos e suas consequências não encontram formas de punir os responsáveis. A acusação se perde entre a simplicidade do caboclo e a parafernalha de argumentos técnicos, científicos e jurídicos os quais se exige quase uma tese de doutorado para provar que a destruição vem do produto que se joga na cana.
A denúncia contra o primeiro prejuízo, sequer foi recebida porque no Fórum a discussão ainda está em para saber quem pagará as custas do processo. Faz quase um ano isso.
Rafael e Rodrigo observaram a contaminação hoje pela manhã. Neles, uma mistura entre sentimento de tristeza e revolta. A reportagem do jornal Noroeste Rural esteve no local e constatou que as folhas realmente apresentavam amareladas, enrugadas e secando os ponteiros floridos.
O jornal Noroeste Rural prepara a segunda reportagem especial de uma série sobre a morte de árvores, peixes, lavouras, pomares e até plantações do feijão. O principal produto suspeito é o que se aplica nas lavouras de cana.