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Andreia Franco: Psicomotricidade e o desenvolvimento das crianças

A prática de exercícios físicos na infância é fundamental na melhoria dos aspectos gerais da saúde, bem como os aspectos motores e fisiológicos.

Revista FALA! Março 2020 - Andradina
06/04/20 às 09h52
Cleber Carvalho

A prática de exercícios físicos na infância é fundamental na melhoria dos aspectos gerais da saúde, bem como os aspectos motores e fisiológicos. Pular, correr, brincar, seja através de jogos ou exercícios elaborados, a psicomotricidade é um trabalho que contribui significativamente para o desenvolvimento de uma criança.

Mas o que é psicomotricidade?

É uma ciência que tem o homem como objeto de estudo e, através do seu corpo em movimento, trabalha a relação dele com seus movimentos em relação ao seu mundo exterior e interior. "A psicomotricidade não visa à patologia e sim as possibilidades da criança, então através delas não temos como saber aonde iremos chegar. Sabemos, sim, que vai melhorando e podendo dar a essas crianças possibilidades de lidar melhor consigo e com os outros, principalmente com suas dificuldades", explica Andreia Franco.

Quem?

A carreia de Andreia Franco sempre esteve ligada a educação e ao físico. A sua primeira formação foi o magistério, depois estudou Educação Física e logo em sua primeira pós-graduação, fez sobre avaliação e prescrição de exercícios. Antes de fazer a pós-graduação em psicomotricidade, ela fez um curso no Albert Einstein sobre exercícios para gestantes e pós-gestação.

Andrea ainda arruma tempo para trabalhar como Personal para um grupo de alunos antigos que não abrem mão de suas orientações para chegar à forma física e manter a saúde. “Já criei vínculos, pois estão comigo há mais de cinco anos, então eu continuo acompanhando e eu vou conciliando”, diz.

Todo o tempo que lhe sobra é dedicado a Psicomotricidade, um trabalho que é muito ligado às crianças em suas fases de desenvolvimento.  “Eu sempre tive um chamado com criança. Eu fui embora trabalhar em Atibaia com crianças em uma favela, trabalhei com evangelização e com alfabetização. Então não é de hoje, eu tenho um chamado com crianças e eu meio que fugi e não teve jeito”, conta.

Fala!: Como a mãe pode identificar quando o filho precisa do seu trabalho?

Andreia Franco: A criança tem toda uma fase do desenvolvimento dela que tem que ser respeitado. Se a mãe vai percebendo com o tempo que durante esse processo a criança não está sentando, que a criança não engatinhou, que ela não está levantando, se as estimulações em casa não estão sendo o suficiente é bom alertar-se e procurar um profissional. O papel da mãe é fundamental, pois é a primeira pessoa que vai perceber que algo está errado e a segunda é o médico pediatra que estiver acompanhando a criança.

Fala!: E na escola? Como devemos proceder?

Andreia Franco: Se é uma criança que frequenta a escola desde cedo mesmo que seja por meio período, a professora terá que ter essa sensibilidade e essa percepção para notar se a criança tem algum atraso, porque na verdade o que fala primeiro é o corpo. O nosso corpo é a primeira aquisição das nossas habilidades cognitivas, psicológicas, então quem tem que estar muito ligado a isso é o professor, a pessoa que tem o primeiro contato com a criança no caminho do aprendizado. Quando se chega a clínica já trabalhamos com uma avaliação, ou seja eu já vou como um segundo contato. Então a orientação clínica vem através das observações que a família, professores e médicos fazem.

Fala!: No que devemos ficar atentos?

Andreia Franco: A criança às vezes vai ter um atraso da fala, de comportamento. Nunca vem sozinho. Eu venho trabalhando não só com crianças com dificuldades motoras, tenho trabalhado muito com autistas onde estimulamos os sentidos, diferente do trabalho de Terapia Ocupacional que trabalha com a integração sensorial. Nosso trabalho é com a estimulação sensorial. A criança tem a fase que é primordial entre 0 aos 7 anos, então os pais que acompanham a criança devem estar muito atentos a isso, assim como o professor. Por isso que o trabalho em casa é como uma aprendizagem. Quando a criança não desenvolve nos primeiros meses, os pais precisam estar atentos para não perder um tempo precioso.

Fala!: Os pais têm grandes expectativas com o desenvolvimento dos filhos. Quando alguma coisa não vai bem o que acontece?

Andreia Franco: Essa expectativa dos pais é natural. Projetamos nos nossos filhos o sucesso sempre, muitas vezes as conquistas que não tivemos nas nossas próprias vidas. Uma ânsia de viver mais através das nossas crianças. Nunca se espera que um filho vai ter algum problema ou dificuldade. Então quando acontece em primeiro momento é um sofrimento. Quando um pai recebe um diagnóstico seja do que for, da condição mais simples que for, o pai vai passar por uma condição semelhante a de um luto, e é nesse tempo que ele sofre que ele acaba perdendo o tempo primordial para fazer o tratamento. O psicomotricista trabalha o afetivo e o motor. Ele vai descobrir onde o psicológico ou neurológico pode ter influência na parte motora, porque nossa cabeça é o nosso comando. Muitas vezes a criança fica de cama, não anda, mas o problema é psicológico ou neurológico, não motor.

Fala!: Como é possível trabalhar a cabeça dos pais?

Andreia Franco: Fazemos rodas de conversas aqui na clínica. Temos tido sucesso nas suas realizações com a presença de pais, professores e profissionais ligados à criança. Qualquer um pode participar das rodas de conversa, que começamos por conta dessa necessidade de ter um contato com as pessoas envolvidas com as crianças. É um jeito de fazer a inclusão. A sociedade em geral não está preparada para inclusão, nem nós. Fala-se da inclusão, mas na verdade não existe, e as escolas muitas vezes não preparam o ambiente para inclusão. Nessas conversas profissionais de várias áreas se dispuseram a vir voluntariamente para poder mostrar conhecimento sobre o tema. Faremos a roda duas vezes por mês, já temos datas pré-estabelecidas. Sou a primeira profissional de Andradina que trabalha na área da motricidade atualmente.

Fala!: E pra você como está sendo ser pioneira?

Andreia Franco: Bom tudo que é começo não é muito fácil né (risos), mas assim como eu sempre tive esse contato com criança, sempre foi uma coisa que me atraiu muito. Na verdade, tive uma experiência com Deus que me fez estar aqui hoje e me faz acreditar que estou no caminho certo.

Serviço

Andreia atende na Íntegra Saúde, rua Homero Rodrigues Silva, 1259, telefone: (18)99786 5414.

“Cada criança tem uma personalidade, e o amor é a forma que irá trabalhar com todas elas. Se você não amar a criança, não tiver respeito, não vai dar certo”, Andreia Franco.

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