A maneira como ela chama atenção nas redes sociais, nos faz parar e pensar: “mulher, bonita, profissional, filha carinhosa, tia coruja e, comprometida com o bem social”. Ana Silvia Ribeiro não se preocupa com as ‘fotos sociais’, ela chama atenção pelo lado social que busca fazer com paixão. “A pandemia despertou em mim uma vontade muito genuína de ajudar de alguma forma as pessoas, não consegui fechar os olhos, assim fui fazer o que estava ao meu alcance com as ferramentas que eu possuía”, relata ela durante encontro com a revista FALA!
Dizem que Deus envia seus melhores soldados para as maiores batalhas. Bem, assim podemos dizer que essa mulher é uma grande guerreira. Ana Silvia Ribeiro, como todos no mundo sofreu com a pandemia. Inicialmente, imaginar que pessoas não poderiam sair de casa para trabalhar ou sequer pedir ajuda na rua, a fez iniciar uma corrente do bem que a preencheu muito mais do que ela podia imaginar.
“Comecei a pedir no meu perfil do Instagram doação de alimentos para montar cestas”, comenta ela. Surpresa com a receptividade de seus pedidos, ela viu que tinha uma missão. E, logo, as necessidades foram aparecendo, uma cadeira de banho, cadeira de rodas, alimentação enteral, fraldas, roupas e as coisas foram naturalmente fluindo. “Acredito que a transparência nos atos e ajuda de amigas queridas, que sempre me ajudaram respostando, montando as cestas e doando o tempo delas e as quais gostaria de agradecer publicamente: Cibele Borba, Nathalia Fujiwara, Neide Marinho, Monize Dornelas e Thais Bertuci, entre outras tantas pessoas que compraram a ideia, fez com que juntos doássemos toneladas de alimentos”, acrescenta Ana Silvia.
Mas nem tudo são flores, a pandemia trouxe para Ana Silvia um despertar para ajudar ao próximo, e mal sabia ela que era uma preparação para uma das maiores perdas de sua vida, o falecimento de sua irmã Ana Maria Ribeiro. Deixando não só Ana Silvia, mas a mãe Rosângela, o pai Silvio e afilhados em um momento muito delicado e difícil. “Hoje vejo que Deus me preparou para que eu fosse forte, o fazer o bem me deu e, continua dando suporte para continuar minha caminhada. Precisamos entender que estamos aqui por um proposito maior, que transcende os objetivos pessoais e particulares, precisamos ter um olhar para o outro, e penso que a pandemia evidenciou tudo isso”.
E, assim, como seus pais, Ana Silvia reúne forças diárias e busca a cada dia trilhar uma nova jornada. “Minha mãe é minha inspiração, ela é força, é garra, é carinho, é cuidado, é braveza, é colo, é Amor”, como ela escreveu em recente homenagem que fez a mãe em suas redes sociais.
Com essa garra e união, elas não se esconderam, mas sim abriram uma das lojas mais charmosas da cidade: @HRôsotre, localizada na esquina da rua Paes Leme com a Mato Grosso. “Minha mãe vende roupas há 33 anos, e tudo fluiu para hoje abrirmos esse espaço, pois precisávamos dar maior visibilidade para aquilo que sempre foi fonte de renda e motivo de muita realização para nós. Não pensamos duas vezes e fizemos acontecer”, conta. O nome da loja faz referência a primeira neta de Rosângela e afilhada de Ana Silvia, Helena com o apelido da matriarca: Rô, ficando HRôstore.
E, quando tudo parecia encaminhado na vida desta advogada e sócia da mãe, vem o destino e muda seu caminho. Ela começou a faculdade de Medicina em Dracena. “Tinha um sonho muito antigo de fazer medicina, mas a vida me encaminhou primeiro para o Direito, o que hoje vejo que foi uma excelente escola. Prestei o vestibular, de forma despretensiosa, sem pensar que poderia ser aprovada, e aí veio Deus e me surpreendeu novamente: fui aprovada. Sou apaixonada por desafios, decidi fazer”, afirma. Hoje, Ana Silvia se desdobra entre os estudos de Medicina, o escritório de Advocacia Tributária que ainda tem algumas coisas para finalizar, e a @HRôstore e as ações sociais e nos papéis que mais ama fazer: o de filha e tia e cidadão.
Ela finaliza nosso encontra dizendo: “Se você pode sonhar, você pode realizar. A vida não é para os sonhadores e sim para os fazedores, nem sempre teremos as condições perfeitas, mas precisamos adotar uma postura de enfrentamento cercados de pessoas que nos auxiliam na caminhada, mas principalmente com Deus nos servindo de direção”.
