O cinegrafista amador, Gabriel Guelfi, enquanto sobrevoava pastagens pelo município de Castilho registrou um veado-campeiro macho. Segundo ele, este é o segundo que registra em seus voos pela região, não sabendo se tratar do mesmo.
Nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, esta espécie é considerada criticamente ameaçada de extinção, com alta probabilidade de estar extinta no estado de São Paulo. A espécie foi incluída na lista nacional das espécies ameaçadas de extinção do ano de 2014.
Características
O corpo mede entre 80 e 95 cm e pode pesar até 40 kg. Possui um anel de pelagem branca ao redor dos olhos e orelhas com coloração esbranquiçada na parte interna. Os pelos são alaranjados no resto do corpo, exceto no ventre branco e na cauda preta. Os machos possuem uma galhada que se forma na época da reprodução, tendo esta 3 ramos principais e não apresentando curvatura.
No passado, a espécie apresentava uma distribuição bastante ampla pelo Brasil, mas, atualmente, ocorre nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará, Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Bahia. É encontrada também na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
O seu habitat é o pantanal, campos abertos e savanas, como o cerrado. Um animal herbívoro, com gestaçao de 200 dias, nascendo 1 filhote. A expectativa de vida em cativeiro é de 18 anos. O veado-campeiro sofre séria ameaça da caça ilegal, destruição do habitat e de doenças infecciosas transmitidas pelo gado doméstico. A espécie também enfrenta competição com criações de ovelha por causa das plantas que compõem sua alimentação. Não costuma formar grupos grandes, sendo normalmente vista sozinha ou em grupos de 5 ou 6 indivíduos.
