Mais uma reviravolta no assassinato do vereador Valfrido Cauneto e sua Maria Vanda Bernardelli Cauneto em Santo expedido. O filho caçula do casal, acusado da morte dos pais, Gustavo Bernardelli Cauneto, teria confessado o crime mediante a agressões por parte de policiais. A defesa alega acreditar 100% na inocência dele.
A advogada de defesa Sílvia Duarte de Oliveira Couto, afirmou ao G1 que no procedimento da prisão, policiais civis arrombaram sua casa e o espancaram até que ele confessasse o crime. No meio da “surra” ele chegou a urinar. “Ele só confessou porque apanhou muito”, declarou Sílvia.”
Segundo a advogada o exame de corpo de delito constatou lesões de natureza leve, mas não revelou a quantidade de lesões.
Ela reforça que não existem indícios de que Gustavo tenha matado os pais. “Primeiro ponto, o crime ocorreu em um dia de muita chuva e não foi localizada nenhuma roupa do Gustavo molhada ou suja de sangue. Segundo ponto é que a arma não era dele [Gustavo] e estava sem resíduo de pólvora. O terceiro ponto é que a confissão foi feita sob agressão. O que existe é um exame de enxofre que deu positivo, mas nas mãos dos dois filhos, pois eles trabalham com produtos para plantas que possuem esse componente”, explicou Sílvia ao G1.
A advogada ainda alega que as armas encontradas e relacionadas ao crime não são de Gustavo e sim pertenciam à Polícia Civil.
Sobre as acusações a Delegacia Seccional de Polícia de Presidente Prudente (SP) afirmou que a prisão dele foi cumprida dentro das normas e que em certo momento houve resistência. Gustavo foi detido em sua casa em Santo Expedito. Na suposta confissão à polícia, Gustavo teria alegado um "surto psicótico" que o levou ao crime.
A Defesa pretende pedir a liberdade do acusado. (com G1)