Polícia

Acusados de integrar facção criminosa são condenados a 400 anos de prisão em penas somadas

Penas a 32 réus foram aplicadas pela juíza titular da 5ª Vara Criminal de São José do Rio Preto (SP), Gláucia Vespoli dos Santos. Réus foram presos durante a Operação Octopus, deflagrada em setembro de 2018.

Rio Preto e Araçatuba - G1
06/11/20 às 10h54
Drogas e armas foram apreendidas durante operação deflagrada na região de Rio Preto — Foto: Arquivo Pessoal

A juíza titular da 5ª Vara Criminal de São José do Rio Preto (SP), Gláucia Vespoli dos Santos, condenou 32 réus por associação ao tráfico de drogas e por integrar organização criminosa.

Somadas, as penas aplicadas chegam a 400 anos de prisão.

Todos os condenados foram alvos da  Operação Octopus , que foi deflagrada em setembro de 2018 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Polícia Militar.

De acordo com o Ministério Público (MP), a operação identificou 33 pessoas, entre mulheres e homens, que ocupavam posições de destaque na estrutura de uma organização criminosa conhecida por agir dentro e fora dos presídios.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado identificou logística de distribuição de grandes quantidades de droga, além de fontes de financiamento da organização criminosa e de seus responsáveis, impedindo a continuidade da obtenção de lucros.

A estrutura desmontada pela operação também identificou a existência de réus com poder de decisão, responsáveis pela realização de “tribunais do crime”, prática criminosa destinada ao “julgamento” e assassinato de pessoas sequestradas pelos integrantes da organização.

Entre os condenados estão mulheres que ocupavam funções centrais, sendo responsáveis pela comunicação entre os integrantes e pelo repasse de comunicados da cúpula da facção.

No decorrer das investigações, houve ainda apreensão de centenas de quilos de drogas, além de armas e milhares de reais e identificação da prática de diversos crimes graves, como roubos, tráfico de drogas e homicídios. Tais condutas são objeto de apuração em procedimentos apartados.

Ainda segundo o Ministério Público, a Operação Octopus, foi assim batizada por atingir os tentáculos da presença da organização criminosa na região. As investigações resultaram em dois processos, ambos perante a 5ª Vara Criminal de São José do Rio Preto. As sentenças condenatórias podem ser objeto de recurso.

Viatura da Polícia Militar em casa de Rio Preto para cumprir mandado — Foto: Janaína de Paula/TV TEM
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