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bebê de 1 ano e 3 meses que foi levada morta para o pronto-socorro de Penápolis
(SP) sofreu hemorragia interna aguda, trauma abdominal e laceração no fígado, segundo apontou o laudo do Instituto Médico Legal (IML).
O caso veio à tona na última segunda-feira (14), quando a médica do pronto-socorro notou que a vítima apresentava rigidez cadavérica, marcas roxas pelo corpo e dilaceração do ânus.
A profissional decidiu acionar a Polícia Militar após notar as supostas marcas de violência física e sexual.
De acordo com a delegada da Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) de Penápolis, Thaisa da Silva Borges, a laceração no fígado da vítima foi provocada por um instrumento contundente.
Polícia prende mãe e padrasto de bebê levada morta para o pronto-socorro de Penápolis
Conforme a delegada, o resultado do exame que vai apontar se a criança foi realmente vítima de violência sexual ainda não saiu, mas a previsão é de que fique pronto dentro de 30 dias.
“Não posso afirmar, com a devida certeza, se houve abuso sexual. Essa conjectura foi levantada em virtude da ficha de atendimento médico do pronto-socorro. Em virtude disso, foram colhidos materiais biológicos e encaminhados para a Polícia Científica de São Paulo, e o laudo, definitivo, não chegou.”
Pedido de prisão
No último sábado (19), a Polícia Civil prendeu a mãe e o padrasto da bebê por suspeita de homicídio qualificado. Os dois se apresentaram junto dos advogados na delegacia de Araçatuba (SP).
Segundo Thaisa, o pai e a madrasta deram a entender que a criança tinha caído de um berço. Posteriormente, alegaram que a bebê fazia tratamento para anemia.
“Há indicações de que os investigados estariam levando a criança para Promissão. Ela realmente estava com a doença, mas as lesões ocasionadas não são resultantes desse tipo de patologia.”
Horas antes da prisão da mãe e do padastro, o pai biológico da criança e moradores de Promissão (SP) e Penápolis (SP) fizeram um protesto pacífico.
