Polícia

Bebê levada ao pronto-socorro com sinais de violência física teve lesão no fígado e hemorragia interna, aponta laudo do IML

Mãe e padrasto da vítima foram presos temporariamente no último sábado (19). Justiça expediu o mandado de prisão por homicídio qualificado; caso foi registrado em Penápolis (SP).

Por g1 Rio Preto e Araçatuba
22/02/22 às 10h09
Bebê foi levada morta para o pronto-socorro Penápolis — Foto: Arquivo pessoal

  A bebê de 1 ano e 3 meses que foi levada morta para o pronto-socorro de Penápolis (SP) sofreu hemorragia interna aguda, trauma abdominal e laceração no fígado, segundo apontou o laudo do Instituto Médico Legal (IML).
O caso veio à tona na última segunda-feira (14), quando a médica do pronto-socorro notou que a vítima apresentava rigidez cadavérica, marcas roxas pelo corpo e dilaceração do ânus.
A profissional decidiu acionar a Polícia Militar após notar as supostas marcas de violência física e sexual.
De acordo com a delegada da Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) de Penápolis, Thaisa da Silva Borges, a laceração no fígado da vítima foi provocada por um instrumento contundente.

Polícia prende mãe e padrasto de bebê levada morta para o pronto-socorro de Penápolis

Conforme a delegada, o resultado do exame que vai apontar se a criança foi realmente vítima de violência sexual ainda não saiu, mas a previsão é de que fique pronto dentro de 30 dias. 

“Não posso afirmar, com a devida certeza, se houve abuso sexual. Essa conjectura foi levantada em virtude da ficha de atendimento médico do pronto-socorro. Em virtude disso, foram colhidos materiais biológicos e encaminhados para a Polícia Científica de São Paulo, e o laudo, definitivo, não chegou.”

Pedido de prisão
No último sábado (19), a Polícia Civil prendeu a mãe e o padrasto da bebê por suspeita de homicídio qualificado. Os dois se apresentaram junto dos advogados na delegacia de Araçatuba (SP).

Segundo Thaisa, o pai e a madrasta deram a entender que a criança tinha caído de um berço. Posteriormente, alegaram que a bebê fazia tratamento para anemia.
“Há indicações de que os investigados estariam levando a criança para Promissão. Ela realmente estava com a doença, mas as lesões ocasionadas não são resultantes desse tipo de patologia.”

Horas antes da prisão da mãe e do padastro, o pai biológico da criança e moradores de Promissão (SP) e Penápolis (SP) fizeram um protesto pacífico.

Manifestação foi feita em carreta pelas ruas de Penápolis — Foto: Ivan Ambrósio/Jornal Interior

Indícios de violência  
A vítima deu entrada no pronto-socorro de Penápolis sem vida no último dia 14 de fevereiro .

De acordo com o boletim de ocorrência, a criança chegou ao local com rigidez cadavérica, diversas marcas roxas e dilaceração do ânus, aparentando violência sexual.

Ainda conforme o registro, a mãe e o padrasto da criança foram questionados sobre o ocorrido. Ambos alegaram que colocaram a criança para dormir no dia 13 de fevereiro e perceberam que a menina estava morta somente na manhã do dia seguinte.

A médica responsável por receber a menina, que foi levada por uma ambulância do Corpo de Bombeiros ao hospital, acionou a Polícia Militar após notar os sinais e suspeitar da versão apresentada pela mãe.

O policial que atendeu a ocorrência conversou com o Conselho Tutelar e descobriu que havia diversas denúncias de maus-tratos envolvendo a vítima. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Penápolis segue investigando o caso.

Polícia Civil de Penápolis investiga morte de bebê de 1 ano e 3 meses

Pronto-socorro de Penápolis — Foto: Reprodução/TV TEM
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