Em um dos julgamentos mais longos realizados no Fórum da Comarca de Pereira Barreto, quase dez horas depois o júri popular realizado nesta quinta-feira, 26, condenou a 85 anos de prisão o borracheiro Edson Francisco de Souza, 45, pelos estupros e mortes das adolescentes Jenifer Nayara da Silva, 13, e Yara Barbosa, 14, ambas de Andradina.
Os crimes ocorreram quatro anos atrás e as vítimas foram lançadas de uma ponte nas águas do rio Tietê, ainda vivas, segundo investigações, encontradas nuas e boiando posteriormente. Antes foram estupradas pelo borracheiro.
Familiares das vítimas acompanharam o julgamento com faixas pedindo justiça. Entre as testemunhas ouvidas na audiência o delegado Tadeu Aparecido Coelho, que investigou os assassinatos e esteve até no Paraná para prender o borracheiro que fugira para aquele estado.
Como assistentes da acusação os advogados criminalistas Gilvaine Ortuzal e Ana Paula Schoriza, do escritório Schoriza & Ortuzal de Andradina, ambos sempre otimistas quanto à condenação, reforçaram o pedido do promotor que defendeu com veemência a condenação do borracheiro.
Durante o julgamento Edson Francisco de Souza mudou as versões anteriores alegando inocência. Chegou a dizer que havia outras pessoas. Mas as fartas provas contra ele foram suficientes para convencer os jurados do caso.
Ana Schoriza enfatizou a vasta ficha criminal do acusado e destacou o fato de o réu ser tão bom de lábia para tentar se safar da condenação a ponto de esboçar sorrisos falsos.
Gil Ortuzal comentou que o réu deu seis versões diferentes no decorrer do processo e já havia confessado os crimes na fase policial. "Foi algo que não esperávamos", admitiu o criminalista.