Um caixa de supermercado de Andradina é a mais nova vítima de cerol na cidade. Ela voltava para casa na última segunda-feira (23) quando sentiu algo queimando em seu pescoço. Ela foi salva por seus reflexos, pois imediatamente levantou o braço e parou a moto. O saldo da experiência foram pontos em um corte fundo no pescoço de A. L. que passa bem.
O acidente aconteceu no bairro Benfica que, por seus espaços abertos, é um dos preferidos por crianças e jovens para soltar pipas. O problema com acidentes envolvendo cerol e a linha chilena aumenta com o período de férias, o que eleva o nível de alerta com uma brincadeira que se torna a cada dia mais perigosa.
Os ventos fortes desta época do ano são convidativos para a brincadeira, mas o risco está na prática de tornar o corte de linha de outras pipas uma espécie de competição. Com materiais cada vez mais cortantes, sejam de produção caseira, sejam industrializados, pedestres e principalmente ciclistas e motociclistas ficam expostos à ameaça e correm risco de se ferir ou até de morrer.
ENERGIA
O uso de cerol e linha chilena também pode provocar outros riscos, como a eletrocussão e quedas de energia elétrica. O mais perigoso é quando se tenta tirar papagaios que ficam presos na rede, puxando a linha. Isso pode ocasionar curto-circuito e choque elétrico. Às vezes, crianças pegam cabos de vassoura ou vergalhões para tentar alcançar a pipa. Em linhas de tensão muita elevada, basta se aproximar para levar uma descarga muito forte.