Uma carga de armamentos que seria entregue para membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), e também para faccionados encarcerados no Presídio Estadual de Dourados, foi apreendida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
As armas vinham do Paraguai e, de acordo com a corporação ficavam guardadas com uma idosa.
A mulher de 62 anos foi abordada pelos policiais mas, achando serem integrantes do PCC, entregou os equipamentos e acabou presa em flagrante.
A polícia de Dourados (MS) já vinha investigando a idosa, que tem um filho encarcerado no presídio e seria simpatizante do PCC. A identidade deles não foi informada pela polícia.
Ao todo foram apreendidas 15 armas de fogo, sendo 10 pistolas e 5 revólveres. O valor do armamento chega a R$ 200 mil no mercado ilegal. Segundo o delegado Erasmo Cubas, que fez a prisão, ontem, a idosa já vinha fazendo o papel de guardiã das armas desde 2021. "Estávamos esperando o momento certo.
Recebemos a informação de que, após as eleições, uma grande quantidade de armamento viria pra cidade para ser distribuída", disse Erasmos Cubas, delegado responsável pelo caso.
"Eles a usaram por ser difícil que desconfiassem dela, devido à idade", afirmou o delegado. Os levantamentos da polícia começaram em 2021, quando foi descoberto que as armas vinham do Paraguai para serem distribuídas para os membros da facção, na manutenção da dominância da região e para cometer assassinatos.
