Após cinco meses da queda do avião que matou o empresário Danilo César Carromeu Domingues - de 49 anos - completados no último dia 27 de julho, a investigação do acidente continua e não tem prazo para ser finalizada.
Domingues saiu da cidade Presidente Prudente, com destino ao município de Coxim, para um voo em rota, sob regras de voo visual; após voar por uma distância de, aproximadamente, 110 milhas náuticas a aeronave matrícula PT-IEL modelo V35B caiu na Fazenda São José da Alvorada, localizada no município de Brasilândia, e se incendiou.
O empresário, que pilotava a aeronave, morreu carbonizado. Ele estava sozinho no momento da queda.
De acordo com o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) - responsável pela apuração de acidentes de avião no Brasil - os trabalhos relativos à investigação estão em andamento e a conclusão de qualquer investigação conduzida pelo órgão terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade do acidente.
Conforme o Centro de Investigação, a necessidade de descobrir todos os fatores contribuintes garante a liberdade de tempo para a investigação. Assim que a investigação estiver concluída, o Relatório Final é tornado público no site do CENIPA.
O Cenipa explicou que o objetivo da investigação realizada pelo Centro é prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram.
Acidente
A aeronave caiu por volta das 8 horas, do dia 27 de fevereiro, na fazenda São José da Alvorada, distante 150 quilômetros da área urbana de Brasilândia, após decolar do aeroporto de Presidente Prudente com destino a Coxim.
Testemunhas contaram à Polícia Civil que o avião do empresário voava baixo e de forma irregular com as asas e a cauda. Antes da queda, a aeronave circulou a área da sede da fazenda por três vezes - em cada uma delas perdendo mais altitude - até que entrou em um movimento de parafuso e se chocou com o solo.
Chovia na região na hora do acidente.