Polícia

Pais rebatem fakenews sobre morte de criança na piscina

A Delegada Carolina Tucunduva, da Delegacia da Mulher de Ilha Solteira, lançou um desmentido sobre um áudio que esta viralizando nas redes sociais sobre a morte de uma criança morta em uma piscina no início de fevereiro.

Redação - ilha Solteira
02/03/20 às 06h59
Casal concedeu entrevista ao jornalista Rodrigo Mariano para esclarecer o caso. confira abaixo. (reprodução do Youtube)

A Delegada Carolina Tucunduva, da Delegacia da Mulher de Ilha Solteira, lançou um desmentido sobre um áudio que esta viralizando nas redes sociais sobre a morte de uma criança morta em uma piscina no início de fevereiro.

No áudio criminoso difundido via Whatsapp, haveria a informação de que saiu o laudo sobre a morte do bebê e que a causa da morte teria sido criminosa, e que o padrasto teria sido preso.

No áudio, uma mulher afirma que “saiu o laudo da autópsia” e “que ele não teria morrido afogado”. Ela ainda diz “que a mãe teria espancado”, que “teria morrido com uma pancada na cabeça”, que “tinha costela quebrada” e que a mãe teria “o jogado na piscina” e fingiu que “estava dormindo”. Ainda diz que o padrasto teria sido preso e que a mãe estaria foragida.

A delegada trata o caso como calúnia, e não só autora do áudio pode ser responsabilizada, mas também quem compartilhou.

“A mãe e padrasto podem procurar a DDM para registrar a ocorrência, para iniciarmos uma investigação sobre a origem da mensagem. Trata-se de um crime de calúnia. E é crime divulgar mensagem falsa. E quem compartilha também comete o mesmo crime”, afirmou a delegada.

A delegada Carolina Tucunduva desmentiu as informações divulgadas no áudio, afirmando que o laudo ainda não foi divulgado. “O que podemos dizer é que, no atendimento prestado no hospital, o bebê não possuía marcas pelo corpo e nem lesões desse tipo de situação relatadas no áudio. Então, esse áudio é totalmente inverídico”, disse a delegada.

Sobre o laudo, a delegada disse que irá cobrar uma posição sobre a divulgação na próxima segunda-feira (2).


O acidente - A criança de pouco mais de um ano morreu afogada na tarde de 9 de fevereiro, em uma piscina de fibra que estava no quintal da casa onde ela residia com a família no bairro Jardim Aeroporto.

Familiares informaram que o menino estava dormindo e se levantou durante o sono dos pais. Quando acordaram foram procurá-lo e o encontraram na piscina que fica no quintal.

A criança foi levada para o Hospital com ajuda de um vizinho. Médicos tentaram reanimá-lo, mas acabaram constatando a morte. (com Douglas Cossi Fagundes)

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