Polícia

PF faz prisões na região ligados a quadrilha que trazia cocaína da Bolívia e distribía para o mundo 

Na região foram cumpridos mandados nas cidades paulistas de Araçatuba, Guararapes, Pereira Barreto,  São José do Rio Preto e Três Lagoas.

Redação Hoje Mais Andradina
05/12/19 às 08h57
Cocaína era transportada por terra do interior de São Paulo ao porto de Santos (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal durante a operação Voo Baixo, que busca desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas prendeu um integrante em Araçatuba.

Ele é acusado de integrar uma ogrupo criminoso movimentava uma tonelada e meia de cocaína por mês.

Dos 14 mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal, 11 foram cumpridos e três investigados são considerados foragidos.

Foram cumpridos manda nas cidades paulistas de Araçatuba, Campinas, Dourado, Guararapes, Jaú, Pereira Barreto, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Paulo e Vargem Grande Paulista. Também houveram ações em Cassilândia, Alcinópolis, Coxim e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul; Presidente Prudente Getúlio, em Santa Catarina; e Eunápolis, na Bahia.

Todos serão indiciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas, com penas de 5 a 15 anos e multa e 3 a 10 anos e multa, respectivamente.

A investigação teve início em maio do ano passado e já prendeu 22 pessoas e mais de 2,5 toneladas de cocaína foram apreendidas.

A PF apreendeu nove aeronaves, duas delas em São José do Rio Preto, onde foi preso um empresário considerado líder da quadrilha. A PF solicitou o sequestro de imóveis, entre eles três fazendas, e vários carros de luxo foram apreendidos.

O Esquema

A investigação teve início após um avião ter sido interceptado pela FAB (Força Aérea Brasileira) na divisa com a Bolívia, em abril do ano passado.

A investigação revelou que a droga chegava da Bolívia e era descarregada em fazendas do Mato Grosso do Sul. De lá, era trazida para o interior de São Paulo de avião.

A cocaína era dividida em porções menores, seguia por terra até o porto de Santos de onde partia para destinos internacionais, principalmente na Europa. Apenas 15% do entorpecente era destinado ao mercado interno. (Com Lázaro Ramos/ Hoje Mais Araçatuba)

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