Polícia

Presos são transferidos após Penitenciária de Lucélia ser destruída em rebelião

Com Penitenciária destruída após rebelião, SAP inicia transferência de presos

SIGA MAIS
02/05/18 às 09h11
(Reprodução Blog Fábio Jabá)

 A rebelião de presos na Penitenciária de Lucélia, iniciada às 14h20 da última quinta-feira (26) e que durou cerca de 22 horas - sendo declarada encerada por volta de meio dia de sexta-feira (27) – deixou um rastro de destruição no presídio. Fotos divulgadas pela fanpage do blog Fábio Jabá, que traz Informações do sistema prisional, revelam a dimensão dos estragos e prejuízos.

 Na manhã de quinta-feira os presos fizeram três defensores públicos reféns e começaram a destruição do presídio, atingindo praticamente a totalidade do pavilhão de detenção, onde estão as celas, pátios, cozinha e refeitório, entre outras instalações.

 As imagens mostram instalações destruídas, grades retiradas e equipamentos da cozinha danificados. Desde o início da rebelião também foram vistos focos de incêndio, mediante queima de colchões. As marcas de fumaça também são vistas nas fotos.

 

 A Penitenciária de Lucélia tem capacidade para 1.440 presos e abrigava até a rebelião uma população carcerária de 1.816 homens, segundo informa o site da SAP, com atualização em 26 de abril. A unidade mantém ainda uma ala de progressão penitenciária com capacidade para 110 presos e conta com 127 detentos. Ao todo, eram 393 detentos acima da capacidade.

 Presos são transferidos e visitas suspensas

 Com a precariedade do local, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) decidiu pela transferência dos presos, ou parte deles, para outros presídios da região, o que começou a ser feito neste sábado (28) pela própria SAP, com apoio da Polícia Militar, em escoltas aos comboios.

 No sábado, segundo G1, 150 presos foram transferidos para a Penitenciária de Osvaldo Cruz. Fontes do SIGA MAIS revelaram que a transferência deva atingir 800 presos.

 Neste fim de semana (ontem e hoje) as visitas foram suspensas na Penitenciária de Lucélia. A medida foi adotada pela SAP para garantir a segurança dos próprios visitantes e funcionários.

 Dimensão dos estragos

 A dimensão dos estragos e o valor dos prejuízos públicos só poderão ser mensurados após o levantamento detalhados da destruição, o que será feito pela própria (SAP). O trabalho técnico pericial da Polícia Científica também fará levantamento no local, para mensurar os danos e subsidiar o inquérito policial junto à Polícia Civil.

 A recuperação dos estragos vai exigir aporte de recursos públicos, para restabelecer as condições de funcionamento e segurança da prisão.

 Organizações com a Defensoria Pública do Estado de São Paulo e o Ministério dos Direitos Humanos devem realizar apurações paralelas. Em nota publicada sexta-feira, a Defensoria Pública relatou que está apurando as exatas circunstâncias do ocorrido. A apuração se dará junto aos defensores públicos que estavam no presídio e foram feitos reféns, e à Administração Penitenciária.

 “A gravidade do episódio será levada em conta, com a seriedade devida, para que a Defensoria possa aperfeiçoar as balizas e protocolos de sua atuação nos estabelecimentos prisionais, sempre em diálogo permanente com a Secretaria de Administração Penitenciária”, diz o texto (veja mais).

 Também em nota publicada sexta-feira, o Ministério dos Direitos Humanos disse que monitorou a rebelião e informou que seus canais de denúncias de violações de direitos humanos da Ouvidoria Nacional já registraram 20 denúncias sobre a rebelião nas últimas 24 horas, repassando as informações das denúncias para dar suporte às autoridades locais envolvidas nesse cenário (veja mais).

 A rebelião

 O início da rebelião foi comunicado à Polícia Militar às 14h20 de quinta-feira (26), e desde então equipes da área de segurança da própria Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e forças policiais permaneceram no local.

 A SAP acionou seu Grupo de Intervenção Rápida (GIR), treinado para atuar em situações dessa natureza. A PM mobilizou seu efetivo da região, entre homens, viaturas e o helicóptero Águia. 

 Equipes especializadas da Tropa de Choque e do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da PM vieram da capital paulista e também ficaram de prontidão, e permanecem até que a situação fosse declarada sob controle. O Corpo de Bombeiros também foi acionado e permaneceu no local.

 A negociação com os reféns foi feita por inicialmente por diretores da SAP, por oficiais da PM da região de Adamantina e depois por especialistas nesse tipo de atuação, entre os quais, agentes do GATE.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Estrutura destruída na Penitenciária de Lucélia, após rebelião dos detentos (Reprodução Blog Fábio Jabá)
(Reprodução Blog Fábio Jabá)
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍCIA
Franquia:
Andradina SP
Franqueado:
FLAVIA REGINA DE AVELAR GOMES 25180990858
14.225.543/0001-11
Editor responsável:
Flavia Gomes Mtb 8.016/MG
Email: ointeriorfala@gmail.com
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.