Polícia

'Travados': colombianos reclamam da queima de 1,6 t de maconha pela polícia

O caso aconteceu na segunda-feira (11) em Bello, quando a Polícia Metropolitana colocou fogo em mais de 1.600 quilos da erva, como uma medida de combate ao tráfico na região.

UOL
14/07/22 às 16h02
Moradores filmaram fumaça que tomou conta de bairro na Colômbia, afetando vizinhança Imagem: Reprodução/Twitter

A queima de mais de uma tonelada de maconha fez moradores de uma cidade colombiana sentirem involuntariamente os efeitos da droga.

O caso aconteceu na segunda-feira (11) em Bello, quando a Polícia Metropolitana colocou fogo em mais de 1.600 quilos da erva, como uma medida de combate ao tráfico na região.

Em um primeiro momento, testemunhas que gravaram a cena acharam que se tratava de um incêndio comum, segundo o jornal El Colombiano.

Mas imediatamente as autoridades vieram a público pelas redes sociais esclarecer que a fumaça que tomou conta do bairro Norteamérica era fruto da ação contra a venda de entorpecentes, com a destruição do material apreendido.

O que era apenas uma operação policial, ganhou novos contornos depois que muitos dos moradores começaram a sentir os efeitos da maconha. Um deles disse à imprensa local que as pessoas estavam ficando "travadas" pela fumaça.

A população também foi às redes para brincar com o odor da erva que tomou conta do ar: "Esse incêndio 'travou' o bairro.

E eu colocando a culpa nos meus vizinhos", ironizou um. Mas, apesar de muitos depoimentos bem-humorados, outros também destacaram seu descontentamento e preocupação com a situação.

"No meu caso, eu tenho filhos e netos. Isso não deveria ter sido feito porque contamina as pessoas", reclamou uma senhora, em um desabafo pelo Twitter, detalhando que o cheiro e a fumaça permaneceram por cerca de uma hora nos céus da cidade.

"Essa gente acha que esse é o lugar apropriado para fazer isso? Houve bastante preocupação nas áreas vizinhas", escreveu Santiago Zapata, outro membro da comunidade, que questionou o porque a população não foi avisada com antecedência sobre a queima.

Em respostas às reclamações, a Polícia Metropolitana alegou que desejava realizar uma "queima controlada" e que não tinha previsto a forma que o vento espalharia a fumaça, segundo o site El Tiempo.

Ainda segundo as autoridades, outras três toneladas de maconha, além da destruída, já foram apreendidas esse ano na mesma região. Seu destino não foi informado.

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