Um vídeo que vem circulando nas redes sociais tem provocado indignação e levantado questionamentos sobre um possível caso de zoofilia em Andradina. As imagens, cuja localização ainda não foi confirmada oficialmente, mostram um homem, aparentemente em situação de rua, acompanhado de um cachorro, em uma cena de possível abuso sexual contra o animal.
Na gravação, feita aparentemente durante o dia e em uma rua com circulação de pessoas, o homem realiza um ato ilícito, tirando sua genitália para o cão lamber. O comportamento do animal também chama a atenção: em determinado momento, ele aparece com as patas erguidas, próximo ao homem, antes de participar da situação registrada.
A sequência levanta a preocupação de que o animal possa estar sendo submetido repetidamente a esse tipo de situação. Entretanto, não é possível determinar, apenas pelas imagens, se o comportamento é habitual ou há quanto tempo o cão está sob os cuidados do homem.
O fato de a situação ter ocorrido, aparentemente, em espaço público, com a possibilidade de circulação de pedestres nas proximidades, aumenta a preocupação de quem teve acesso à gravação.
Possível crime de maus-tratos
A prática de atos sexuais envolvendo animais é uma situação que exige apuração das autoridades, especialmente diante da possibilidade de violência e sofrimento do animal.
A Lei Federal nº 9.605/1998, em seu artigo 32, prevê punição para quem pratica abuso ou maus-tratos contra animais. Quando a vítima é um cão ou gato, a pena prevista é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda, conforme alteração introduzida pela Lei nº 14.064/2020.
Caso precisa ser apurado
Até o momento, é necessário confirmar se o episódio ocorreu efetivamente em Andradina, identificar o responsável e verificar as condições em que o cachorro se encontra.
A situação também levanta a necessidade de atuação dos órgãos de proteção animal para avaliar a segurança do cão e, caso seja confirmada a ocorrência, adotar as providências necessárias.
A divulgação de informações que possam ajudar a localizar o animal e esclarecer o episódio deve ser feita com responsabilidade, evitando a exposição de imagens explícitas e a identificação precipitada de pessoas antes da apuração oficial.
O espaço segue aberto para as autoridades locais se pronunciarem.
