Política

Intervenção na Santa Casa de Andradina chega ao fim sem definição sobre prorrogação

Medida vence no próximo dia 15 e, até o momento, não há confirmação sobre a continuidade da intervenção municipal; hospital é administrado pelo município desde maio de 2023

Flávia Avelar e Marcos Aurélio
08/10/26 às 07h58
Em maio de 2023 ,Mário Celso Lopes decretou intervenção na Santa Casa e prazo vence dia 15 agora

A intervenção da Prefeitura de Andradina na Irmandade Santa Casa de Andradina chega a uma nova data decisiva. O prazo atual termina no próximo dia 15 de outubro e, até o momento, não há confirmação oficial sobre uma nova prorrogação. A indefinição mantém o futuro administrativo do hospital em aberto, enquanto a intervenção municipal já se estende desde maio de 2023.

Desde o início da medida, a intervenção vem sendo prorrogada por períodos de 12 meses. A última renovação estendeu a permanência do município na administração da Santa Casa até outubro de 2026.

Na época da última prorrogação, o então interventor era o médico Dr. Amyr Zalnirevkynas Camillo, que permaneceu à frente da instituição durante parte significativa do processo. Atualmente, porém, houve mudança no comando da intervenção. O responsável é Fernando Canevalli, que já integrou o quadro de funcionários da antiga gestão da Santa Casa em Fernandópolis.

A mudança no interventor ocorre em um momento de expectativa sobre os próximos passos da administração municipal. Ainda não foi anunciado se o prefeito Mário Celso Lopes deverá editar um novo decreto prorrogando a intervenção ou se haverá alguma alteração no modelo de gestão da instituição.

Intrervenção se arrasta desde 2023

A intervenção municipal foi decretada em 15 de maio de 2023, em meio à crise financeira e administrativa enfrentada pela Santa Casa. Desde então, a Prefeitura passou a assumir diretamente a condução da entidade, com o argumento de garantir a continuidade dos serviços hospitalares e do atendimento à população, especialmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao longo do período, foram realizadas sucessivas prorrogações, geralmente por mais 12 meses. Nos decretos anteriores, entre as justificativas apresentadas para a manutenção da intervenção estavam a necessidade de reorganização administrativa e financeira, regularização de processos internos, manutenção dos atendimentos do SUS e continuidade de projetos estruturais e de modernização do hospital.

Na última prorrogação, o município também apontou avanços obtidos durante o período de intervenção, como reestruturação de setores, ampliação de leitos, melhorias no atendimento e reorganização de equipes e protocolos. Ao mesmo tempo, foram reconhecidas pendências administrativas e financeiras que ainda precisariam ser solucionadas.

E agora?

Com a aproximação do dia 15 de outubro, a principal dúvida é se a Prefeitura considerará que as condições para encerramento da intervenção já foram alcançadas ou se optará por manter o controle municipal por mais um período.

Caso seja novamente prorrogada, a medida representará mais um ano de administração direta da Prefeitura sobre a Santa Casa. Se não houver renovação, será necessário definir como ocorrerá a transição da gestão e quais serão os responsáveis pela condução da instituição.

Até o momento, prevalece a incerteza. A poucos dias do término do prazo, não há confirmação pública sobre o futuro da intervenção, e a população aguarda uma definição sobre os rumos administrativos de um dos principais equipamentos de saúde de Andradina e da região.

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