O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) foi as ruas de Andradina celebrar o Dia das Mulheres. Segundo o presidente Maurício Carneiro, o partido foi o pioneiro no acolhimento das “alas femininas”, ainda na década de 70.
No último sábado (7), membros do partido distribuíram leques comemorativos em comemoração a data, partindo da Praça Moura Andrade e seguindo pela Rua Paes Leme, princiupal via do Centro Comercial de Andradina.
“A presença das mulheres é uma verdadeira força essencial do nosso partido”, disse Maurício, lembrando da participação das mulheres militantes do partido que escrevem a história política do país. O movimento foi organizado pelo PMDB Mulher de Andradina que tem como presidente a advogada Alessandra Cobaxo.
PMDB e as Mulheres na política
Em 1985 foi criado o PMDB Mulher como projeto político do partido cuja primeira presidente foi a deputada estadual (PMDB-SP) Ruth Escobar. Igualmente fruto do reconhecimento ao movimento de mulheres que havia se mobilizado na campanha pelas Diretas-já, um grupo de 40 mulheres do PMDB procurou o presidente eleito Tancredo Neves, obtendo dele a garantia da implantação de um órgão estatal para cuidar dos direitos da mulher. O compromisso foi mantido pelo Presidente José Sarney em 1985. A criação do CNDM foi o reconhecimento do Estado da situação de discriminação e marginalização das mulheres.
Sensível à onda feminista, o PMDB provoca o ressurgimento do PMDB Mulher em 2002. A primeira Convenção Nacional acontece em 2004 e o movimento avança em organização e defesa de um ideário. Nova Executiva é eleita em 2007 e o movimento se consolida em todos os Estados em quatro anos, elegendo suas principais bandeiras em 2008, apoiando o movimento de mulheres e participando do Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos, onde ajudou a construir plataformas feministas para as eleições de 2008 e 2010.
É urgente uma consciência crítica das exclusões a que a sociedade brasileira está submetida, especialmente em relação aos quesitos gênero e raça. Percebe-se que o cenário da mulher brasileira ainda é muito desfavorável: ela ainda sofre muita discriminação, preconceitos, violência doméstica, desvalorização profissional, sobretudo as mulheres negras. Vale ressaltar ainda, que são as maiores vítimas de doenças sexualmente transmissíveis, sem falar do alto índice de gravidez na adolescência, de mortalidade materna e causada por câncer. São aspectos da realidade brasileira que denotam profunda injustiça social e revelam a violação dos direitos das mulheres. Nesse contexto, acreditamos que as políticas públicas específicas devem desempenhar um papel transformador.
O avanço das mulheres se dá a passos lentos na ocupação do espaço público. Uma efetiva participação deve ser vista dentro do processo como consolidação democrática, pois não há um real compromisso com a democracia quando mais da metade da população brasileira, as mulheres, ocupam menos de 10 por cento da representatividade política no país.
A Lei 12034/2009, que estipulou o mínimo de 30 por cento de participação feminina nas disputas eleitorais, dez por cento de presença de mulheres no tempo de propaganda partidária e no mínimo cinco por cento de investimento do Fundo Partidário em programas de preparação e difusão do trabalho das mulheres partidárias, constitui grande conquista das bancadas femininas no Congresso Nacional. Entretanto, a sua aplicação exige a constante vigilância e monitoramento por parte das mulheres do PMDB.