Foi de iniciativa de dona Maria, transformar um dos pés de mandioca que cultivava no quintal em uma experiência com a primeira remessa de coxinhas que fez para agradar os filhos.
O resultado foi bom, tão bom, que chamou a atenção das pessoas. Daí para transformar o “agrado de mãe” a um negócio que transformou a realidade dos filhos, foi um caminho natural.
No começo ela aproveitou o jeitão diplomático do marido, um “amigo de todo mundo”, para ofertar os salgados. Ele trabalhava em um emprego formal mas logo a pequena atividade de dona Maria começou a ganhar espaço na economia familiar e logo ele trocou o emprego pela caixa de isopor e uma bicicleta cargueira. O negócio não parava de prosperar e os filhos foram chamados para a cozinha e também para fazer e entregas.
A velha “cargueira” já não dava conta e sêo Divino preparou um carrinho. Foi com a entrada do pastel, receita de massa artesanal que eles fizeram usando talento e observação que o negócio foi mais em frente, até a criação da barraca de feira que está há quase 5 décadas no cenário gastronômico das ruas da cidade.
Lembrança feliz era ver as crianças trabalhando, desde as cinco da manhã, o que permitia o direito a um cochilo angelical das gêmeas da família entre as caixas de sapato.
Divino era o comandante da operação da barraca. Atenção especial à clientela.
Mara herdou o posto da mãe, mas em sua própria barraca. “Pastel da Maria Delazari é um só, mas a receita foi passada e estou seguindo os seus passos”, disse a filha.