Vereador Guto Marão

Guto Marão presta homenagem a família Delazari, os mais tradicionais vendedores de pastel da feira

Desde a década de 70, a feira livre de Andradina/SP é palco de um verdadeiro show dado pela família Delazari, proprietários da mais tradicional barraca de pastéis da Feira-Livre.

Hugo Leonardo - Andradina/SP
01/10/20 às 01h01
O vereador virou repórter para contar uma linda história de amor à família (Hugo Leonardo)

Desde a década de 70, a feira livre de Andradina/SP é palco de um verdadeiro show dado pela família Delazari, proprietários da mais tradicional barraca de pastéis da Feira-Livre.

Ver a família trabalhando muito pesado, em um louco vaivém para servir as pessoas que vão à procura do melhor pastel da feira.

A família teve oito bons motivos para iniciar a tradição, oitos filhos para criar (Antônio, Paulo, Marli, Márcia, Mara, Levi e as gêmeas Ana e Martha). Desce cedo, desde os mais velhos aos mais novos aprenderam a linda missão de amar o trabalho e compartilhar a responsabilidade de manter a família unida e bem atendida financeiramente. A lição foi passada pelo casal Maria (75) e Divino Delazari, que morreu aos 51 anos deixando saudade nas pessoas que o conheceram.

Tamanha história de amor ganhou uma homenagem do vereador Guto Marão, que se despiu da posição de poder e foi o repórter que ajudou a contar a história. Num vídeo carregado de emoção, ele entrevistou dona Maria Delazari, ainda em plena ativa nas feiras de domingo e sua filha Mara Delazari que recebeu o bastão da tradição familiar e mantém uma barraca funcionando em duas feiras noturnas realizadas semanalmente. Para quem não sabe, em Andradina, todo dia é dia de feira, realizadas nos períodos noturno e diurno em vários bairros da cidade.

Patriarcas da família deram origem a uma linda tradição de amor ao trabalho (Arquivo de Família)

Se na barraca da Dona Maria, sempre houve a presença familiar dos filhos, Mara cultiva a tradição ao lado dos filhos, primas, sobrinhos. É muita emoção em lugar só.

Rotina

Antes de ver os pasteis e coxinhas douradinhas mergulharem no óleo, o leitor consegue imaginar quanto trabalho está envolvido?  

A receita da massa de pastel e da coxinha é segredo de família e a mão boa para transformar farinha e mandioca nos melhores acompanhamentos para recheios deliciosos está no sangue, passando por gerações.

A “comandante” desta tradição conta como tudo aconteceu.

“Eu via os vendedores de salgados passando de porta em porta vendendo suas delícias e sofria por não poder comprar para todos os meus filhos”, lembra.

foi com a bicicleta cargueira de sêo Divino que a tradição dos Delazari começou a criar corpo (Arquivo de Família)

Foi de iniciativa de dona Maria, transformar um dos pés de mandioca que cultivava no quintal em uma experiência com a primeira remessa de coxinhas que fez para agradar os filhos.

O resultado foi bom, tão bom, que chamou a atenção das pessoas. Daí para transformar o “agrado de mãe” a um negócio que transformou a realidade dos filhos, foi um caminho natural.

No começo ela aproveitou o jeitão diplomático do marido, um “amigo de todo mundo”, para ofertar os salgados. Ele trabalhava em um emprego formal mas logo a pequena atividade de dona Maria começou a ganhar espaço na economia familiar e logo ele trocou o emprego pela caixa de isopor e uma bicicleta cargueira. O negócio não parava de prosperar e os filhos foram chamados para a cozinha e também para fazer e entregas.

A velha “cargueira” já não dava conta e sêo Divino preparou um carrinho. Foi com a entrada do pastel, receita de massa artesanal que eles fizeram usando talento e observação que o negócio foi mais em frente, até a criação da barraca de feira que está há quase 5 décadas no cenário gastronômico das ruas da cidade.

Lembrança feliz era ver as crianças trabalhando, desde as cinco da manhã, o que permitia o direito a um cochilo angelical das gêmeas da família entre as caixas de sapato.     

Divino era o comandante da operação da barraca. Atenção especial à clientela.

Mara herdou o posto da mãe, mas em sua própria barraca. “Pastel da Maria Delazari é um só, mas a receita foi passada e estou seguindo os seus passos”, disse a filha.

Dona Maria Delazari ainda está na ativa aos 75 anos (Hugo Leonardo)
Mara seguiu os passos da mãer (arquivo de família)

Produção Artesanal

Dona Maria produzia mais de 2,5 mil salgados por semana. A marca também foi atingida por Mara.

A mãe usava cilindro manual e também fazia um trabalho forte com as mãos na hora de preparar a coxinha.

O trabalho continua duro, o que mudou foi a entrada no mercado da mandioca descascada que poupou tempo na produção.

Qualquer encontro da família é motivo de comemoração. Maria se sente realizada em ter visto a família prosperar e os filhos terem conseguido ser alguém na vida e escolhido suas carreiras. A parceria com a filha é coisa de dom nato.


“Para quem também cresceu em meio a caixas de madeira, toldos e toda aquela gritaria típica da feira livre, nunca nos faltou oportunidades. Assim já estamos na terceira geração desta tradição”, diz Mara, que conta com a ajuda dos filhos Israel Jr, Lucas e Poliana. 

Homenagem

“Tenho grande orgulho de histórias como esta, pois é gente de Andradina que transformou os desafios em prosperidade. A homenagem é justa e inspiradora, disse Guto Marão que prepara uma homenagem oficial da Câmara de Andradina para a família.

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