(Foto: Divulgação)
*Matéria atualizada às 11h15 para incluir informações
O prefeito de Birigui (SP), Leandro Maffeis (PSL), assinou nesta quarta-feira (7) um ofício que solicita a inclusão dos profissionais do comércio, da indústria e outros setores o mais breve possível no calendário de vacinação contra a covid-19. O documento será enviado ao governo do Estado.
A iniciativa é do presidente da Câmara de Lins, Robson Peres (PP), que esteve em Birigui reunido com Maffeis.
Segundo o vereador, o objetivo do movimento não é interromper a vacinação dos idosos, mas a antecipação de outros grupos para que não haja mais fechamento do comércio e outras atividades.
Além do comércio e da indústria, o documento pede a imunização de atendentes, caixas e repositores de supermercados, recepcionistas, frentistas, mototaxistas, entregadores de aplicativos, motoristas de táxi e aplicativos, além dos motoristas de transporte público.
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Solicita ainda a inclusão dos funcionários de lotéricas, restaurantes, bares e lanchonetes, profissionais de salões de cabeleireiros e pessoas com comorbidades. O documento pede ainda autonomia para que os prefeitos possam montar o próprio esquema de vacinação, de acordo com realidade local.
Segundo o que foi informado, também assinaram o ofício prefeitos de outros municípios, incluindo Penápolis, Promissão. A meta do vereador é conseguir a adesão de mais prefeitos da região nos próximos dias.
Redução
Apesar de a proposta ser enviar o ofício ao governo do Estado, o calendário de vacinação contra a covid-19 é definido pelo PNI (Plano Nacional de Imunização). Ele é elaborado pelo Ministério da Saúde, que não dispõe de vacinas nem para atender os grupos prioritários.
Conforme anunciado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em 31 de março, o Brasil receberá 21,5 milhões de doses de vacinas a menos que o previsto em abril. A previsão era de serem recebidas 47 milhões de doses, que foi reduzida para 25,5 milhões no mês, ou seja, menos da metade.
Vacinas
As únicas vacinas disponíveis no País por enquanto são a CoronaVac, do Instituto Butantan, e a produzida pela Fiocruz, em parceria com a AstraZeneca/Oxford. Porém, os dois laboratórios estão com dificuldade com as entregas.
Na última segunda-feira (5) a Fiocruz divulgou que pretende entregar 18,4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao PNI até 1º de maio. A estimativa é atingir 100,4 milhões de doses produzidas até julho, com matéria prima importada da China. Porém, até então estavam no Brasil insumos suficientes para a produção de 35 milhões de doses, o que cobriria a produção até maio.
Butantan
Na manhã de ontem (7) o Instituto Butantan entregou mais 1 milhão de doses da vacina contra o coronavírus, totalizando 38,2 milhões fornecidas ao PNI. O montante representa 83% das 46 milhões de doses contratadas pelo Ministério da Saúde para serem entregues até o final de abril.
O Butantan trabalha para entregar outras 54 milhões de doses até o dia 30 de agosto, totalizando 100 milhões de vacinas. Entretanto, esse cronograma pode ser alterado devido ao atraso na entrega da matéria prima, que vem da China.