O empresário Chaim Zaher, presidente do Grupo SEB, vai colaborar com a doação de recursos na campanha para a aquisição de vacinas contra a covid-19 pela Prefeitura de Araçatuba (SP).
Ele confirmou o apoio à iniciativa na última sexta-feira (16) e deve dar detalhes em encontro online com o prefeito Dilador Borges (PSDB), previsto para acontecer nesta segunda-feira (19) pela manhã.
Em entrevista ao programa Nova Manhã, da rádio Nova Brasil, que pertence ao Grupo SEB, Chaim Zaher explicou que o objetivo ao aderir à campanha é incentivar outros empresários e a população em geral a colaborar, diante da demora na campanha de vacinação.
“Não dá para acreditar, tantas mortes por dia, tanta gente boa indo embora e muitos hospitais sem condições de atender”, comentou. Ele acrescentou que muita gente não tem comida em casa para comer em função da pandemia, entendendo que a vacinação da população é uma forma de evitar tudo isso.
Campanha
Em 25 de março o prefeito recebeu grupos de empresários da cidade que ofereceram auxílio financeiro para aquisição de vacinas para imunizar a população local, independentemente de marca, fabricante ou fornecedor.
A lei 14.125, publicada no Diário Oficial da União em 10 de março, autoriza Estados, o Distrito Federal e os munícipios adquirir vacinas contra a covid-19 e assumir a responsabilidade civil em relação a efeitos adversos pós-vacinação.
Segundo a administração municipal, após a autorização, foram elaborados estudos dos processos de importação, de conhecimento dos fornecedores e elaborada uma Carta de Intenções para aquisição das vacinas.
Sputnik V
A primeira carta foi encaminhada a uma distribuidora internacional de medicamentos solicitando proposta comercial e condições para o fornecimento de 220 mil doses da vacina russa Sputnik V. O imunizante deve ser aplicado em duas doses, no intervalo de 21 dias entre elas.
Em 26 de março, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu novo pedido de uso emergencial dessa vacina no País, o qual ainda está em análise. Na última sexta-feira uma equipe de cinco inspetores da agência viajou para a Rússia para inspecionar as fábricas onde as vacinas são produzidas. O objetivo é certificar as fábricas e ter acesso a documentos para a autorização de uso emergencial.
Prazo
Na terça-feira (13), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski, deu 30 dias para a Anvisa decidir sobre pedido do governo do Maranhão para importar a Sputnik V. Esse prazo conta a partir de 29 de março, data do protocolo do pedido de autorização excepcional de uso e de importação da vacina.
Se o prazo de análise não for cumprido, o Estado fica autorizado a importar o imunizante e fazer a aplicação na população “sob sua exclusiva responsabilidade, e desde que observadas as cautelas e recomendações do fabricante e das autoridades médicas”.
Apesar de essa vacina não ter sido autorizada pela agência, há um parecer da própria Anvisa liberando a utilização de vacinas com certificação internacional, que é o caso da Sputnik.
