Cotidiano

Estado culpa Ministério da Saúde por falta de anestésicos

Teria recebido 65,7 mil ampolas de neurobloqueadores e anestésicos, o que corresponde a 1,9% da demanda mensal da rede pública de saúde, que é de 3,5 milhões de ampolas

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
30/03/21 às 10h40
Foto: Ilustração

Informada sobre o risco de acabarem nos anestésicos na Santa Casa de Araçatuba (SP) nos próximos dias, a Secretaria de Estado da Saúde culpa o Ministério da Saúde pelo problema. Segundo a pasta, após constantes cobranças por medidas urgentes ao Ministério da Saúde para auxílio no fornecimento de medicamentos para intubação, o Governo Federal liberou para o Estado de São Paulo 65.770 ampolas de neurobloqueadores e anestésicos.

A Secretaria de Estado de Saúde argumenta que esse montante corresponde a apenas 1,9% do que é preciso para atender a demanda mensal da rede pública estadual, que é de 3,5 milhões de ampolas. “Essa quantidade equivale à necessidade para consumo por cerca de 12 horas na rede pública de saúde” , informa.

De acordo com a pasta, o Ministério da Saúde havia sinalizado que entregaria 258.874 ampolas, mas a quantidade recebida representa 25,4% da quantidade prometida.

O Estado informa que entre os medicamentos enviados em quantidade parcial estão atracúrio, cistracúrio e midazolan. Nenhuma quantidade de rocurônio foi viabilizado na entrega deste final de semana, de acordo com a pasta.

“Mesmo com a quantidade reduzida, a Secretaria de Estado da Saúde programou uma logística rápida e concluiu neste final de semana a distribuição para hospitais que integram o Plano de Contingência de Covid-19 e registram sua demanda no sistema Medcovid-19", informa.

A grade está publicada com transparência pela pasta: http://saude.sp.gov.br/ses/perfil/cidadao/homepage/outros-destaques/covid-19/grades-de-distribuicao-para-hospitais.

Providências

A Secretaria de Estado da Saúde argumenta que tem enviado ofícios, participado de reuniões com representantes federais e apresentado propostas como realização de acordos com farmacêuticas e aquisição estratégica internacional. Além disso, tem feito o monitoramento diário da demanda e pleiteia a ampliação da disponibilidade de compra por ata federal, atualmente restrita a 60 dias de consumo.

Segundo a secretaria, para diversos itens o saldo proporcional de São Paulo se esgotou na primeira quinzena de março.

“A mudança de estratégia e a centralização federal são imprescindíveis, neste momento, considerando-se inclusive que as requisições do Ministério da Saúde ao mercado nacional dificultam a aquisição pelo Estado e municípios”.

Por fim, a pasta alerta que apesar das diversas compras pelos serviços de saúde de São Paulo, os fornecedores desses remédios têm sido ausentes ou praticam preços abusivos. Segundo a secretaria, em alguns casos o valor proposto para as empresas é quatro vezes maior que preço referencial, o que inviabiliza a compra.

A reportagem já encaminhou e-mail à assessoria de imprensa do Ministério da Saúde e aguarda o retorno.

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