Cotidiano

Família aguarda laudo de exame necroscópico 4 meses após morte de jovem

Adriano Colombo Massaroto, 21 anos, foi assassinado em 3 de dezembro, na avenida Mário Covas, em Araçatuba

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
07/04/21 às 20h32
Crime aconteceu em dezembro do ano passado, na avenida Mário Covas, em Araçatuba (Foto: Lázaro Jr./Arquivo)

Quatro meses após o assassinato do técnico em refrigeração Adriano Colombo Massaroto, 21 anos, em Araçatuba (SP), familiares ainda aguardam a emissão do laudo do exame necroscópico feito no corpo da vítima. 

A mãe dele, Marileide Roseli Colombo Massarotto, procurou o Hojemais Araçatuba porque precisa do documento e já usou de todos os meios que dispunha para cobrá-lo e não teve sucesso.

Adriano foi morto a tiros quando conduzia um Hyundai IX35 pela avenida Mário Covas, sentido ao Centro. Imagens gravadas por câmeras de monitoramento mostram que os autores do crime estavam em uma moto que ficou lado a lado com o veículo.

Tiros

Após atirar na vítima, a dupla fez o retorno, fugiu e, apesar de ferido, Adriano seguiu com o carro da esquina com a rua Dr. José Domingos de Almeida até próximo ao cruzamento com a Porangaba, onde perdeu o controle.

Ele bateu em um Ford Fiesta que seguia no mesmo sentido, os dois subiram na calçada e atingiram uma árvore e uma Honda Titan que estava estacionada no local. Equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamada constatou a morte. 

Saga

A mãe do técnico em refrigeração também esteve no local durante a perícia. Ao procurar a reportagem nesta semana, ela contou que já naquele dia, o tratamento que recebeu no IML (Instituto Médico Legal) deixou a desejar. E a informação passada, de acordo com Marileide, foi de que em um mês o laudo do exame necroscópico ficaria pronto.

Entretanto, ao final do prazo informado ela procurou o órgão e até hoje o documento não foi liberado. “A informação que passaram foi de que o laudo estaria pronto, mas o médico não havia assinado”, conta.

Ela informa que chegou até a procurar a Corregedoria da SSP (Secretaria de Segurança Pública), que é responsável pelo IML, que teria comunicado novamente que faltava apenas a assinatura do documento.

Providências

De acordo com ela, a última informação passada é de que esse médico estaria com covid-19, por isso não teria como assinar o laudo necroscópico. “O que não entendo é por que outro médico não pode assinar, se esse é o problema”, argumenta.

Segundo Marileide, ela precisa do documento para dar andamento a questões burocráticas relacionadas à morte do filho, inclusive relacionada ao veículo dele, que era financiado.

A reportagem questionou a SSP sobre a demora na emissão do laudo do exame necroscópico feito no corpo de Adriano e foi informada que: “os referidos laudos estão em fase final de validação e serão remetidos para a análise da autoridade policial nos próximos dias”.

Investigação

O inquérito que investiga a morte de Adriano foi instaurado pela DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais). 

Segundo o que foi apurado pela reportagem, por enquanto a Polícia Civil não tem informações de autoria do crime, mas as investigações estão em andamento, inclusive aguardando a emissão do laudo do exame necroscópico.

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