Centenas de pessoas participaram na manhã desta quarta-feira (2), feriado de Finados, de um ato na frente do quartel do Tiro de Guerra, em Araçatuba (SP). Sobre um caminhão de som, o diretor da Acia (Associação Comercial e Industrial de Araçatuba), Nei Ferracioli, disse que o movimento tinha como objetivo autorizar uma intervenção federal no Brasil.
Esse é o segundo ato realizado na cidade contra a eleição de Luís Inácio Lula da Silva (PT) para presidente do Brasil. No domingo, quando houve o sergundo turno das eleições, o petista derrotou o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tentava a reeleição, com uma diferença superior a 2 milhões de votos.
Ato parecido foi realizado na manhã de de terça-feira em frente ao Multi Shop, no calçadão, também com a presença de Ferracioli. Porém, usando o microfone de um carro de som, ele disse que participava da manifestação como cidadão e que o ato teria sido organizado de forma voluntária por alguns comerciantes.
Ato
Nesta quarta-feira a mobilização começou antes das 9h, com a concentração dos manifestantes na frente do quartel. Houve gritos de guerra puxados por Ferracioli, que também fez uma oração e foi executado o Hino Nacional. Toda ação foi acompanhada por equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal que estavam pelo local.
Alguns manifestantes estavam com faixas pedindo uma intervenção federal no País. Outra faixa com os mesmos dizeres foi exposta sobre um caminhão de som. Também houve soltura de rojões, o que é proibido por lei municipal.
Armas
Enquanto a reportagem esteve no local, um homem que se apresentou como representante dos CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) também fez o uso da palavra. Ele afirmou que com a mudança de governo, os CACs não irão devolver as armas que foram obtidas com autorização do Exército.
Em Araçatuba e em Birigui foram aprovados neste ano, projetos de lei que criam o Dia Municipal dos CAC’s, comemorado anualmente no dia 9 de julho, data em que é celebrado o Dia da Revolução Constitucionalista no Estado de São Paulo.
O objetivo, segundo os autores desses projetos, é chamar a atenção para os riscos a que esse público está exposto, por ter direito aos meios de autodefesa apenas nos deslocamentos entre os locais de guarda autorizados e os de treinamento, instrução, competição, manutenção, exposição, caça ou abate.
