Cultura

Da Coreia para o Brasil: K-pop invade a região

O fenômeno colocou a Coreia do Sul no topo da indústria musical e ganha cada vez mais adeptos no Brasil

Renata Juliotti* - Hojemais Araçatuba 
10/08/19 às 13h00
O grupo Junior’s ensaia coreografias de K-Pop com figurinos e performance do estilo (Foto: Manu Zambon)

A clássica formação das boybands e girlbands pop ganhou uma nova versão com a ascensão do movimento K-pop. O ritmo sul-coreano está no topo das mais importantes paradas de música.

O Korean pop começou a ganhar destaque com o músico Psy e o hit “Gangnam Style”, que estourou em 2012 e tornou a música pop coreana conhecida para o resto do mundo. Em pouco tempo, a música alcançou a marca de três bilhões de visualizações, considerado o primeiro videoclipe no YouTube a alcançar esse feito.

Com um ritmo cheio de referências teens, que mistura diferentes gêneros musicais como soul, rap, rock, R&B e funk americano em uma mesma canção, coreografias elaboradas e figurinos modernos e despojados, o K-pop foi feito sob medida para agradar aos jovens.

Os principais destaques são Girls Generation, BTS, BlackPink, Twice, Itzy, 2PM, BoA, Boyfriend, 2NE1, Super Junior, U-KISS, 2AM, Wonder Girls, TVXQ, Big Bang, Teen Top, entre muitas outras.

Paixão pop

A fã araçatubense Amy Teixeira, 23 anos, relata que sua paixão pelo estilo começou em 2013, quando um amigo apresentou algumas bandas de K-pop.

“Acompanhamos programas de televisão com os artistas, assim como novelas ou séries de drama, chamadas de ‘doramas’. Os fãs de K-pop no Brasil têm até linguajar interno; chamamos nosso grupo favorito de ‘grupo ultimate’ e nosso artista favorito de ‘bias’, explica Amy, que é cantora e dançarina.

Ao participar do “Music Bank in Brazil”, festival internacional de K-pop realizado no Rio de Janeiro em 2014, a araçatubense se inspirou para formar sua própria girlband, “TriStar”, que traz influências do pop americano, brasileiro e coreano.

“K-pop é um estilo de vida e isso fez com que 95% dos meus amigos sejam fãs. Aqui em Araçatuba, o K-pop tem chegado, mas sentimos falta de eventos na cidade, então organizamos nossos próprios eventos, com grupos nas redes sociais, vamos para eventos em outras cidades, inclusive, neste mês de agosto vamos para Rio Preto em um evento de K-pop”, conta.

Aulas

O professor de dança Júnior Zambon, de Araçatuba, explica que a principal característica da dança no K-pop são os movimentos precisos e as coreografias que são criadas a partir de vários outros estilos de dança. “Os clipes são moldados, me encanta essa perfeição nas performances”.

No interior, as aulas de dança K-pop são pouco divulgadas, porém as grandes capitais já contam com aulas especializadas e formação de grupos. Os arranjos musicais, coreografias e figurinos são incríveis, relata o profissional.

Inclusive, Zambon prerara apresentações de K-pop, para duas ocasiões, ainda este ano, no município.

Primeira banda

A história do K-Pop começou em 1992 com uma apresentação ousada da banda Seo Taiji & Boys, com o primeiro single Nan Arayo (I Know) em um show de talentos na TV coreana.
Apesar de não ganhar o show de talentos, a banda ganhou o público e em pouco tempo a música foi para o topo das paradas, onde permaneceu por um recorde de 17 semanas. Em 1996, enquanto ainda fazia sucesso, a banda resolveu parar.

Indústria

A indústria do K-pop rende mais de US$ 4,7 bilhões ao ano. Para alcançar este marco, durante 20 anos, o governo da Coreia do Sul investiu nos produtos culturais do país.

Em 1998, o governo passou a turbinar sua indústria criativa, destinando verbas para o Ministério da Cultura, que ganhou um setor dedicado à cultura popular, depois apelidado de “Departamento de K-pop”. Como resultado, o país passou de 30º a 6º maior mercado de música do mundo de 2007 a 2017, com o fenômeno “Gangnam style”, de Psy.

A música ajudou até na sensível relação entre as Coreias, levando à uma inédita parceria, em 2018, que permitiu vários shows de K-pop no Norte, sob o aval do ditador Kim Jong-Un. Com o sucesso, foi criada uma política pública que incentiva o distrito de Changdong, em Seul, a virar o “bairro do K-pop”, onde há casas de shows, estúdios, lojas e arena para 20 mil pessoas, prevista para 2021.

 

Sesc oferece oficinas gratuitas de K-pop

Sung Hee Park é coreógrafa de grupos famosos na Coreia (Foto: Divulgação)

O pop coreano já é considerado um verdadeiro fenômeno do século 21, alavancado por grupos formados por jovens que cantam, dançam e atuam. Quem gosta do movimento K-pop, ou tem curiosidade sobre esse estilo, poderá participar da oficina “K-pop: da Coreia para o Brasil”.

O Sesc Birigui traz a coreógrafa coreana Sung Hee Park, em duas oportunidades, em Araçatuba e Birigui, para aulas de K-pop.

Em Araçatuba, ela acontece na sexta-feira (16), das 18h30 às 21h30, no Polo do Sesc em Araçatuba (Rua José Bonifácio, 39, Centro). Senhas serão distribuídas com 30 minutos de antecedência.

Para o público de Birigui, o encontro será no sábado (17), às 13h, na unidade da entidade. Nas duas ocasiões, a atividade é gratuita. Não é recomendada para menores de 10 anos.

Sung Hee Park trabalha como treinadora de artistas famosos no país asiático, incluindo a banda Twice, uma das maiores do segmento atualmente. Na oficina, a profissional abordará sobre o K-pop na cultura coreana, com a oportunidade de ensinar passos de dança.

Demanda

De acordo com a animadora cultural do Sesc Birigui, Amanda Silva, a necessidade de abordar a temática veio de uma demanda observada em fevereiro deste ano, quando a unidade recebeu oficina de passo de dança com um grupo carioca de dançarinos.

“Em contato com os participantes da atividade, alguns questionaram a possibilidade de termos atividades associadas ao K-pop. Assim, foi uma demanda do próprio público” detalha.

Serviço

Oficina “K-pop: da Coreia para o Brasil”

Araçatuba - 16 de agosto, às 18h30, no Polo do Sesc em Araçatuba (Rua José Bonifácio, 39, Centro)

Senhas distribuídas com 30 minutos de antecedência

Birigui - 17 de agosto, às 13h, no Sesc (rua Manoel Domingos Ventura, 121 - Vila Xavier)

Gratuito

*Com supervisão de Manu Zambon

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