Por meio de duas narrativas - a visão pessoal dos atores sobre os personagens reais, que conheceram em sua residência na Cracolândia, e o mito da Medusa, que transforma pessoas em estátuas - o espetáculo “Epidemia Prata”, da cia Mungunzá, vai sendo costurado.
A peça é um dos destaques desta segunda-feira (10), do Festara (Festival de Teatro de Araçatuba). O evento acontece no teatro Castro Alves, às 20h. Os ingressos foram distribuídos na semana passada, mas quem não retirou com antecedência, pode chegar no local, antes da apresentação começar e aguardar a distribuição dos convites que sobraram. A classificação é 14 anos.
Por meio dessa costura de narrativas em "Epidemia Prata", os atores vão, aos poucos, adquirindo a cor prata, até estarem completamente prateados, ao final do espetáculo. O universo prata no espetáculo tem várias representações. A cor é a cor da pedra de crack quando acesa.
"Sua luz traz o brilho e a necessidade de ser visto por uma sociedade que ignora determinados guetos, sua designação é indicativo de riqueza, dinheiro. Transitando entre essas conotações, os atores realizam uma infinidade de performances" conforme explica a companhia no material de divulgação. A direção do espetáculo é de Georgette Fadel
Trajetória
A peça, que estreou em 2018, já esteve por sete temporadas na cidade de São Paulo, sendo apresentada em Sescs, equipamentos públicos e Teatro de Contêiner. Também circulou no Sesc Santo André, Sesc Campinas e Sesc Santos. Quanto aos festivais, participou do Kerala Festival 2020 (Índia) e FIT Rio Preto 2019. Foi visto por aproximadamente 5.500 pessoas, segundo a cia.
"Epidemia Prata" ganhou o Prêmio Zé Renato, em 2017 e foi indicads em quatro categorias no Prêmio do Blog do Arcanjo (site uol), sendo elas Melhor Iluminação; Melhor Figurino; Melhor elenco; Melhor Visagismo. Também foi indicada ao Prêmio Aplauso Brasil na categoria “Melhor Espetáculo de Teatro de Grupo”. Em 2020, participou do projeto "Desmontagem" do Sesc Pompéia.
