Cultura

Museu do Sol de Penápolis tem novo diretor 

Joaquim Alberto Fernandes, conhecido como Beto Fernandes, atua na área cultural há 30 anos

Manu Zambon  - Hojemais Araçatuba 
19/06/19 às 17h00
Também conhecido como Beto Fernandes, o diretor é formado em educação artística e já foi secretário da Cultura (Foto: Arquivo Pessoal)

Após 38 anos sendo comandado por Elizabeth Vicente Bergner Dias de Aguiar, falecida no dia 18 de maio deste ano, o Museu do Sol, em Penápolis (SP), tem novo diretor. Joaquim Alberto Fernandes, que atua na área cultural há 30 anos, assume o local. 

O diretor é formado em educação artística e foi secretário da Cultura por seis anos, de 2006 a 2012. Desde 2013, assessorava Elizabeth no Museu do Sol.

Iniciou na área em 1987, quando ingressou na Secretaria Municipal de Educação e Cultura em Rondonópolis (MT). Em 1989, começou suas atividades na Prefeitura de Penápolis. De acordo com ele, na época foi convidado pelo prefeito Sinoel Batista.

“Tive oportunidade de implantar alguns projetos voltados para o turismo local e democratizando o acesso à cultura. Implementamos a Festa Junina Popular, Festival de Teatro, Festa do Folclore. Tínhamos um intercâmbio com a cidade de Olímpia”.

Em 1998, foi convidado para fazer parte da equipe da Galeria Itaú Cultural, instalada em Penápolis, onde ficou até o fechamento da mesma. Em seguida, foi chamado pela própria Elizabeth Bergner para ocupar o cargo de diretor administrativo do Museu do Sol.

 

Museu possui um dos maiores acervos em arte naif do Brasil (Foto: Manu Zambon)

Programação

Para 2019, ele explica que já foi formalizada a grade de programação de exposições para o museu, como a “5x10”, a última formalizada por Elizabeth.

A mostra está acontecendo no espaço desde o dia 3 de junho e se estende até o dia 16 de agosto. É produzida com obras doadas pelo Instituto Itaú Cultural. A visitação é gratuita e aberta ao pública de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h.

Ainda de acordo Fernandes, há previsão de expor obras relacionadas a São Francisco de Assis. “Nós temos mais de 100 obras tombadas, catalogadas. Vamos fazer um recorte dessa exposição. Após essa mostra, iremos organizar uma exposição dos alunos do ateliê”.

Além desses projetos, o Museu do Sol segue com aulas de pintura e cerâmica. Fernandes também destaca o museu está entrando em contato com artistas naif do Brasil, com a finalidade de fazer intercâmbio cultural e traze-los para próximo do museu.

Por conta dos recursos escassos, Fernandes explica que está sendo implantada no museu uma pequena loja para levantar recursos para manutenção do espaço. “Consiste em materiais que divulgam o Museu do Sol. Temos sacolas com estampas do museu, nécessaire, cartão postal, peças artísticas dos alunos com trabalhos diferenciados. Nós fazemos um trabalho gratuitamente. As visitas são monitoradas e não cobramos por isso”.

O Museu do Sol é reconhecido por ter um dos acervos mais ricos de arte naif do Brasil, com um volume de 407 obras de artistas do País e do mundo. É considerado, até hoje, um dos mais importantes do segmento na América do Sul.

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