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Uso de inteligência artificial no Imposto de Renda requer atenção para evitar inconsistências

Professor do Unitoledo Wyden destaca riscos no uso da tecnologia e reforça a responsabilidade do contribuinte

Ademar Mota - Professor da Unitoledo Wyden
07/05/26 às 14h00

O avanço das ferramentas de inteligência artificial tem levado muitos brasileiros a utilizarem a tecnologia como apoio na hora de preencher a declaração do Imposto de Renda. Apesar da praticidade, o uso sem critério pode gerar erros e comprometer a entrega correta das informações à Receita Federal.

Na avaliação de Ademar Mota, professor de Ciências Contábeis do Unitoledo Wyden, o principal problema está na forma como essas ferramentas são utilizadas. “A inteligência artificial pode auxiliar na organização das informações e esclarecer dúvidas mais simples, mas não substitui o conhecimento técnico nem a análise detalhada de cada caso” , afirma.

Segundo o especialista, entre as falhas mais frequentes estão o compartilhamento de dados pessoais em ambientes digitais abertos, a confiança integral nas respostas fornecidas pelas plataformas e o uso de informações que podem não refletir as regras mais atualizadas da legislação. Esses fatores aumentam o risco de inconsistências na declaração e podem levar o contribuinte à malha fina.

Outro ponto de atenção é a falsa sensação de segurança. Muitos usuários acreditam que a tecnologia garante precisão total, quando, na prática, ela depende da qualidade das informações inseridas e do contexto fornecido. “A responsabilidade sobre os dados declarados é sempre do contribuinte. Por isso, qualquer informação precisa ser conferida com base em documentos oficiais” , reforça Ademar.

Além disso, erros tradicionais continuam sendo recorrentes, independentemente do uso de ferramentas digitais. Omissão de rendimentos, divergências em despesas dedutíveis e inconsistências cadastrais seguem entre os principais motivos que levam a problemas com a Receita.

Para o professor, a inteligência artificial deve ser vista como um recurso complementar, e não como solução definitiva. O uso consciente, aliado à conferência cuidadosa das informações, é fundamental para evitar equívocos. Em casos mais complexos, a orientação de um profissional da área contábil continua sendo o caminho mais seguro.

Ao final, a recomendação é clara: utilizar a tecnologia com cautela, revisar todos os dados antes do envio e priorizar sempre fontes confiáveis. Em um cenário de transformação digital, o equilíbrio entre inovação e responsabilidade é essencial para garantir uma declaração correta e sem riscos.

Ademar Mota, professor de Ciências Contábeis do Unitoledo Wyden

Ademar Mota, professor de Ciências Contábeis da Unitoledo Wyden

**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação

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