O teatro do Sesi de Birigui recebe na sexta-feira (3) e no sábado (4), o espetáculo “CADUCA o que devemos lembrar”, b aseado na trajetória das atrizes Lizette Negreiros e Cleide Queiroz. A apresentação é gratuita e os ingressos devem ser reservados no site do Sesi .
A peça é um mergulho na história, no tempo e no agora. Ela retrata a viagem das atrizes de Santos para São Paulo, para participar do teste de elenco da montagem histórica "Morte e Vida Severina" , dirigida por Silney Siqueira para a Companhia Paulo Autran.
Ela conta a história de uma mulher idosa, a Caduca - interpretada por Theodora Ribeiro - que, em 1968, viu o anúncio do teste de elenco, mas não teve coragem de fazê-lo. Décadas depois, apresentando sintomas de demência senil, Caduca, remexendo em seus pertences, reencontra o anúncio da audição e decide que, mesmo tardiamente, quer fazer essa viagem para participar do teste que sempre sonhou.
Durante essa jornada, Caduca é acompanhada por duas figuras simbólicas: a Mulher que não foi - interpretada por Eliane Weinfurter - e a Morte - interpretada pela poeta surda Yanna Porcino- que adiciona uma dimensão poética e reflexiva à narrativa.
O espetáculo é bilíngue (Português/Libras) e foi dirigido e escrito por Cintia Alves, com o dramaturgismo do poeta Fábio de Sá e do ator e dramaturgo cego Edgar Jacques. Na sua primeira temporada teve a participação da própria Lizette Negreiros (1940-2022), dando vida à personagem Caduca.
“A ideia por trás da dramaturgia de CADUCA é que o sonho nos transporta. Não importa a idade. Nós viemos para esse mundo para sonhar e viver os nossos sonhos. Lizette e Cleide, ainda jovens, fizeram uma viagem para a realização do sonho de serem atrizes e isso abriu portas para muitas atrizes negras que vieram depois delas. Essas mulheres estão na base do caminho que eu e outras mulheres percorremos hoje”, diz Cintia.
Linguagem Multicultural
O espetáculo se debruça numa pesquisa de linguagem intercultural, entendendo que a perspectiva das pessoas cegas ou das pessoas surdas constitui outra cultura como uma rede de conversações na qual estamos implicadas.
O povo surdo (sinalizante) tem uma cultura própria determinada primeiramente pela língua, mas, sobretudo, pela agremiação que ela forçosamente provoca. Já as pessoas cegas têm uma forma de apreensão de mundo determinada não pela convivência em grupo unido por similaridade, mas justamente pela exclusão.
Assim, o espetáculo se faz bilíngue (português/Libras) de forma concomitantemente em Língua Portuguesa e Libras e não paralelamente. E acontece em duas culturas diversas – a ouvinte (enxergante e cega) e a surda.
Serviço:
A reserva de ingresso pode ser feita gratuitamente no Meu Sesi, plataforma do SESI
Acesse: https://bit.ly/3QfXNQb
Teatro do Sesi Birigui - Av. José Agostinho Rossi, 551 - Jardim Pinheiros
3 e 4 de novembro
Sexta e sa?bado, 20h
? Classificação Livre
