Economia

Agricultores aprendem a produzir cogumelo shiitake em Birigui

Ação gratuita do Siran, Sebrae e Senar leva em conta o crescimento do produto no mercado

Da redação*
08/02/21 às 16h51
Participantes receberam gratuitamente material didático e certificado de conclusão (Foto: Divulgação)

O crescente interesse nacional pelo cogumelo shiitake fez com que o Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste), escritório regional do Sebrae em Araçatuba e o Senar-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) realizassem pela primeira vez, em Birigui (SP), um curso de produção e colheita.

Em 24 horas/aula, divididas em três dias, 12 produtores rurais tiveram acesso a conteúdo teórico e prático, ministrado pelo instrutor Waldir Vieira.

“Ensinamos dois métodos de produção, sendo um com a utilização de substrato ensacado e outro em tora de eucalipto, que é uma madeira de baixo custo fácil de ser encontrada nesta região. Também estamos divulgando o uso de uma castanheira oriental, chamada kunugui, que é muito propícia para a produção do shiitake”, explica Vieira.

Os métodos disponibilizados no curso são artesanais, com a utilização de equipamentos, ferramentas e matérias-primas de baixo custo e modernas técnicas de produção. Todo o processo é devidamente controlado visando a produtividade.

Seguindo as orientações das autoridades de saúde, todos os integrantes da turma de Birigui usaram máscaras, tiveram álcool em gel à disposição, contaram com materiais de estudo desinfetados, e mantiveram distanciamento. Os participantes receberam gratuitamente material didático e certificado de conclusão.

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Benefícios e mercado

São grandes os benefícios do consumo de cogumelos. Pesquisadores indicam que o produto é rico em proteína, vitaminas B e C, fibras e sais minerais (fósforo, potássio, cálcio, sódio e ferro), além de aminoácidos.

A China lidera a produção mundial de cogumelos, seguida pela Itália, Estados Unidos e Holanda. O consumo per capita no país asiático também é o maior do mundo, com oito quilos anuais, por habitante. No Brasil, a média anual é de apenas 160 gramas, bem abaixo de países europeus, como a Alemanha, que consome quatro quilos, França (dois quilos) e Itália (um quilo e trezentos gramas).

Quanto mais os brasileiros conhecem as propriedades nutricionais e medicinais do alimento, mais se tornam boas as perspectivas do produto no mercado interno.

Mesmo assim, esse alimento ainda não faz parte da dieta regular da maioria da população. Apesar disso, a tendência é de mudanças, sobretudo, a partir de ações realizadas pela ANPC (Associação Nacional dos Produtores de Cogumelos).

A entidade ataca em várias frentes para tornar o mercado mais competitivo e os preços do produto mais em conta, com o estímulo aos investimentos em tecnologia e o incentivo ao consumo do produto in natura.

O mercado de fungos movimenta US$ 35 bilhões no mundo ao ano. A expectativa é de que o negócio cresça 9% até o final deste ano. *As informações são da assessoria de imprensa do Siran

Tora de eucalipto é um dos métodos de produção (Foto: Divulgação)
Substrato ensacado é outra maneira de se produzir o cogumelo (Foto: Divulgação)
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