Economia

Produtores rurais distribuem espetinhos em Araçatuba e Birigui em ato contra Bradesco

Manifestação é uma forma de protestar contra conteúdo divulgado pela instituição financeira, que propôs a "segunda sem carne"

Manu Zambon - Hojemais Araçatuba
03/01/22 às 15h40
(Foto: Divulgação)

Produtores rurais distribuíram espetinhos de carne para a população de Araçatuba (SP) e Birigui nesta segunda-feira (3), em manifestação pacífica contra o banco Bradesco, intitulada "Segunda com carne". 

Em Araçatuba, a ação aconteceu a partir das 10h, no calçadão "Sargento Júlio César Denfino", no complemento da rua Marechal Deodoro. Em Birigui, o ato ocorreu em  frente à agência, nas proximidades da praça Dr. Gama. 

De acordo com uma das organizadores do ato, Lilica Teles de Menezes Almeida, foram assados e distribuídos  1.500 espetinhos em Araçatuba e 1.000 em Birigui. Segundo ela, ação contou com mais de 40 cidades pelo Brasil. 

Lilica explica que a manifestação é uma forma de protestar contra um conteúdo divulgado pelo banco Bradesco, nacionalmente, onde três pessoas propõem a "segunda sem carne" e atribuiem à pecuária como uma das atividades emissoras de gases que causam o efeito estufa. O vídeo foi retirado de todas as plataformas do banco, após repercussão negativa no setor. 

"A manifestaçao mostra a importância e união do agronegócio, que trabalhou na pandemia para produzir comida e matéria-prima para indústria. Queremos a verdade e respeito. Temos uma pecuária sustentável; no Brasil, é uma pecuária extensiva, onde o capim resgata o carbono pela fotossíntese. A nossa lei ambiental é a mais rígida do mundo e isso faz com que todos os produtores tenham reservas legais e áreas de preservação permanente", explica Lilica.

(Foto: Divulgação)

Repercussão

Por meio de nota, na semana passada, o Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste), repudiou o conteúdo compartilhado pelo Bradesco e informou que está planejando ações conjuntas com outras entidades da classe. A ideia é promover uma campanha de conscientização da sociedade para mostrar que a pecuária brasileira é sustentável.

“Classificamos a abordagem do banco como irresponsável, à medida em que demoniza a pecuária nacional frente à população e tende a trazer prejuízos à cadeia produtiva da carne”, comentou o presidente do Siran, Thomas Rocco. Ele explicou ainda que, ao contrário do que sugere a entidade financeira, a pecuária brasileira sequestra carbono de forma significativa, e, em nível de comparação, emite menos gases do efeito estufa do que os núcleos urbanos e uma série de circunstâncias associadas a eles.

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