Economia

Vacinação contra febre aftosa é prorrogada

Prazo final para o pecuarista imunizar o rebanho contra a doença é 31 de dezembro; declaração deve ser enviada até 7 de janeiro de 2022

Da redação* - Hojemais Araçatuba
03/12/21 às 17h38
(Foto: Divulgação)

O prazo de vacinação contra a febre aftosa foi prorrogado no estado de São Paulo, de 30 de novembro para 31 de dezembro.

A alteração ocorreu por causa da dificuldade na aquisição de doses da vacina pelos produtores rurais. Isso levou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, a recorrer ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que acatou a solicitação. Da mesma forma, houve alteração do prazo para a entrega da declaração de vacinação até 7 de janeiro de 2022. O mesmo vale para a vacinação das bezerras contra brucelose, alinhando os calendários de ambas as campanhas.

A medida vale para 14 estados e tem datas diferentes. Para os pecuaristas de Tocantins e Mato Grosso, a prorrogação vale até o dia 10 de dezembro. No estado de Goiás, o novo prazo será até o dia 11 de dezembro e em Alagoas e Amapá, até o dia 15. Já os estados de Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro a ampliação do prazo vai até o dia 20 de dezembro. O Ceará tem prazo para o dia 24, enquanto que Bahia e Pará finalizarão no dia 30. Por fim, produtores do Maranhão e Piauí, assim como São Paulo, terão até dia 31 de dezembro para realizar a imunização.

O presidente do Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste), Fábio Brancato, explica que a febre aftosa tem grande influência socioeconômica, e afeta diretamente o agronegócio brasileiro, os pecuaristas e pequenos produtores rurais. “A doença afeta negativamente a produtividade, gera a redução dos rebanhos, além de causar grandes perdas econômicas no mercado interno e externo, por isso é tão importante participar da campanha de vacinação” relata Brancato.

A Defesa Agropecuária orienta o produtor rural a ficar atento às datas da vacinação e à entrega da declaração. Deixar de vacinar o rebanho pode acarretar ao produtor multa de 5 Ufesps (R$145,45) por cabeça não vacinada. Quem não comunicar a vacinação também é multado em 3 Ufesps (R$87,27) por cabeça não declarada. O valor de cada Ufesps – Unidade Fiscal do Estado de São Paulo é R$29,09. 

Nesta etapa, são vacinados bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, para a maioria dos estados brasileiros, conforme o calendário nacional de vacinação. Ao todo, espera-se imunizar cerca de 78 milhões de animais.

As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.

Além de vacinar o rebanho, o produtor deve declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação deve ser feita de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados.

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